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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 75

Eu proporia que primeiro brincássemos de pega-pega naquele lugar onde não havia perigo algum de se machucar. Mas antes que pudesse dar minha ideia, Rarith já estava pegando as peças e jogando no chão.

- Eu gosto de montar castelos.

- Acho que sou boa nisto. – Falei, incerta.

Deitei-me no chão, de bruços, e comecei a ajudá-la a montar o castelo.

- Tem bonecas para serem as princesas? – Perguntei.

- Sim. Tenho muitas bonecas.

A porta se abriu e Gabe escorou-se, nos observando.

- Quer brincar, tio Gabe? – Ela perguntou.

- Venha, Gabe... Eu monto e você encaixa. – Pisquei.

Gabe imediatamente ficou com as bochechas ruborizadas. E aquilo foi tão, mas tão fofo, que eu quase levantei dali e pulei no seu colo, enchendo-o de beijos. Claro que junto da minha alegria tinha também o fato de Rarith, minha rival, ter quatro anos. E eu não me importava nenhum pouquinho de ela ficar com toda a fortuna do meu marido, no testamento. E nem que ganhasse brinquedos incríveis que a secretária dele mandasse diretamente para o seu endereço.

Gabe sentou-se ao lado da menina, cruzando as pernas. Retirei os sapatos dele e joguei para fora da sala, deixando-o descalço, como nós.

Ficamos em torno de uns trinta minutos ali, brincando com Rarith, que conquistou meu coração nos primeiros cinco que a conheci. Os restantes ela já passou a morar dentro dele, como se eu a conhecesse desde que nasceu.

Enquanto montávamos o castelo, vez ou outra ela vinha até mim e alisava meus cabelos. Ganhei até beijos e me senti feliz, porque não lembrava a última vez que tinha ganhado beijos tão sinceros.

- Você não vai levantar nunca mais daí? – Gabe perguntou.

- Eu vou – sentei-me como eles, no chão emborrachado – Só estava um pouco cansada – confessei – E precisava deitar.

- Pelo visto minha funcionária não vai aguentar o trabalho muito tempo.

- Sim, vou aguentar. Mas estou totalmente fora da minha rotina de antes de... – olhei para Rarith – Começar a ser sua amiga. Então... Algumas coisas tem sido difíceis. Fazia tempo que eu não me cansava tanto. Mas sinto que meu corpo precisa voltar a fazer tudo que eu fazia, para que se fortaleça. A doença tem alguns sintomas que nem sempre consigo controlar.

- Se alimentou entre os turnos?

Não, eu não tinha me alimentado entre os turnos, porque incrivelmente estava bem ocupada. Mas o almoço tinha sido bom e cheio de calorias positivas então consegui me manter bem até o horário de saída.

- Sim. – Menti.

- Quando irá para a academia?

- Amanhã eu começo, na parte dos funcionários. Não acho justo como sua “amiga” eu ter privilégios, entende?

- Olívia, não...

- Sim. E não discutiremos isto – fui enfática – Olha só, consegui montar a porta do castelo sozinha! – vibrei.

- Você é boa no lego. – Rarith sorriu e me abraçou.

- Sou boa em muitas coisas... E sei montar muito bem, garotinha! – apertei seu nariz, fazendo-a gargalhar, com os cabelinhos loiros caindo para trás, junto do laço de fitas.

- O jantar será servido em breve. – A governanta veio avisar.

Nos levantamos e estávamos indo em direção à sala de jantar quando senti vontade de urinar.

- Onde fica o toalete?

- O toalete mais próximo é ali – Rarith apontou para a porta logo depois da sala de legos.

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