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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 64

A parte que eu usava para treinar na academia da Clifford era reservada. Ficava somente eu e o personal trainer. O lugar era amplo e eu tinha acesso aos aparelhos que melhor se encaixavam com os meus exercícios diários. O espaço era de vidro, onde eu podia observar quem estava do lado de fora, mas não podia ser visto.

Enquanto eu concluía os exercícios na barra olímpica, me preparando para as anilhas, a vi. Parei, atordoado. Não tinha como Olívia estar treinando na academia da Clifford. Não bastava ter que aturá-la pessoalmente agora eu também a via como se fosse uma assombração em todos os lugares?

Fechei os olhos com força e os abri de novo. E não podia ser uma ilusão... Era ela. Eu conhecia aquela bunda redondinha e arrebitada e as pernas finas e perfeitas de longe! E quem se exercitaria de cabelos soltos? O meu Chuchu, sem dúvida, que não prendia os cabelos por nada, certamente por conta da cicatriz que tinha na nuca.

O personal ainda falava comigo quando abri a porta e saí do reservado, procurando por ela. Todos me olharam, surpresos. Eu nunca (sim, eu disse “nunca”) tinha acessado a área comum da academia da Clifford. E agora estava ali, vestindo praticamente “nada”, em busca da minha esposa... Que não estava por ali.

Fiquei parado em frente ao aparelho, feito um maluco. Agora eu tinha visões de Olívia. E nem poderia ir para um manicômio, pois eles nem existiam mais.

Voltei para minha sala privativa e fiquei parado um tempo, olhando para os funcionários da Clifford usando a academia da empresa. E então eu ri de mim mesmo. Como Olívia poderia estar ali se não tinha um crachá? Não poderia nem ter acesso ao andar sem ser contratada da empresa.

Depois da visão do além, decidi ir para casa mais cedo naquele dia. E não, não era para a mansão Clifford e sim o meu lar, num condomínio de luxo, onde tudo no lugar havia sido feito como eu queria, num estilo minimalista, uma construção sustentável e moderna.

Tomei um banho demorado, comi qualquer coisa e deitei na cama, tentando assistir um filme ou qualquer outra porcaria na televisão. Fazia tempo que eu não ligava aquela coisa. Mas naquele momento achei propício tentar esquecer um pouco a vida e me distrair com algo que não fosse uma pessoa.

Fui pegar o controle para abaixar as cortinas e vi o envelope que Olívia havia me entregado, dizendo ser seu testamento. Enquanto as pessoas do outro lado da tela enchiam o meu quarto com vozes desconhecidas, eu olhava para aquilo, pensando em abrir, só por curiosidade. Ela havia dito que se eu jogasse fora jamais saberia o que tinha deixado para mim. E eu sabia que Olívia não tinha nada para me deixar, já que teve que vender o meu relógio para pagar as dívidas do pai e quitar as mensalidades da faculdade.

Ela havia dito que se eu não gostasse dela, não tinha motivos para abrir. E eu realmente não gostava. Então era tudo uma questão de curiosidade.

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