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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 58

POV OLÍVIA

Espreguicei-me lentamente na cama enquanto sentia o sol entrar por algumas frestas das janelas que estavam entreabertas. Eu não esperava que Gabe estivesse ao meu lado quando acordasse. E ele realmente não estava.

Olhei para meu corpo e percebi as marcas arroxeadas pela pele. Cada toque dele havia ficado em mim. Eu estava nua... E não era mais virgem. E a prova estava nos lençóis, que retirei da cama.

Peguei uma poltrona e arrastei para próximo da janela e pendurei os dois lençóis, com as gotas do meu sangue, a prova de que eu era virgem e inocente, a qual Gabe nunca quis acreditar.

Por que eu não conseguia tirar o sorriso do rosto? Porque eu estava feliz!

Saltei nua na cama gigantesca, comemorando que eu tinha enfim dormido com meu marido. E eu mordi o pau dele e não pude concluir o boquete, mas treinaria para não fazer feio da próxima vez. E não treinaria no pau de outros homens, porque o de Gabe tinha gosto bom. Eu treinaria numa banana.

A cama de Gabe era uma boa academia. Podíamos treinar uns agachamentos durante a noite e pela manhã eu faria pole chinelo pulando em seu colchão.

O gosto e o corpo de Gabe eram tão bom na vida real quanto nos meus sonhos.

Ouvi algumas conversas no corredor e pulei da cama, pegando minhas roupas e colocando de qualquer jeito, indo ver o que estava acontecendo.

Não eram flores nem uma aliança de verdade que estava chegando para mim como forma de agradecimento pela bela noite. Era só uma equipe de limpeza e organização, que arrumaria a bagunça que Gabe havia feito depois que soube que vendi o relógio dele.

Mas então... Vender o precioso relógio de Gabe me rendeu a melhor noite da minha vida. O que eu precisaria vender para receber um anel de verdade, com o nome dele?

Avisei aos componentes da equipe contratada que não retirassem o lençol da janela. Era meu presente para Gabe.

Fui para o meu quarto, tomei um longo e gostoso banho relaxante e sem pressa. Depois fui para o escritório e imprimi algumas reportagens com o rosto de Gabe estampado e escolhi algumas fotos minhas também. Mudei a foto do meu porta-retrato, tirando a cabeça de Jorel, que agora definitivamente não seria mais meu marido e sim cunhado e fiz uma colagem com a de Gabe. Troquei também a minha cara por uma com o semblante mais maduro, já que agora eu tinha 22 anos.

Vi uma moldura grande com o quadro de um vaso pintado à mão. Até eu aos cinco anos teria feito melhor. Eu não conseguia ser uma apreciadora de arte.

Retirei o quadro da parede e substituí a foto por uma de um casamento num castelo, onde os noivos saíam felizes por uma enorme porta cheia de flores e os padrinhos e convidados jogavam arroz neles. O céu azul contrastava com o cinza escuro das pedras que formavam o castelo. Substituí a cara do casal pela minha e a de Gabe. Analisei como ficou e gostei do resultado. Deixaria até os convidados, já que eram bonitos e estavam bem vestidos.

Aproveitei as pessoas que estavam ali para organizar a bagunça de Gabe e pedi que pendurassem minha obra de arte na lareira, ficando de frente para a entrada principal, para que cada um que acessasse a mansão ficasse ciente de que ali era a residência de um casal feliz.

Nunca recebi as fotos do meu casamento. E duvidava que tivessem ficado boas. Gabe estava com uma cara péssima naquele dia.

Terminado meu trabalho de tornar a casa mais acolhedora e com a minha cara, medi minha glicose, que estava alta certamente por conta dos doces do dia anterior. Depois passei uma pomada específica para meus hematomas e na mordida apliquei um antisséptico. E rezei para que Gabe não tivesse raiva e passasse para mim, já que parecia um cão raivoso.

Agora, segura (ou nem tanto), deitei na minha cama e mandei mensagem para Rita.

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