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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 222

Jorel foi até Gabe e retirou o celular da sua mão, encarando Rose com fúria:

- Ninguém lhe dará dinheiro antes que assine um documento passando a guarda de Isabelle.

Todos o olhamos, confusos, porque apesar da tensão do momento, Jorel parecia ser o único que ainda tinha um pouco de sanidade.

- Ele está certo – Isabelle concordou – Se você não assinar um papel, certamente pedirá mais dinheiro depois. Eu não confio em você... E pelo visto não sou a única. Pelo menos está sendo sincera e mostrando a sua cara, ao menos uma vez na vida.

- Acredite, minha filha, estou fazendo isto para o seu bem.

Isabelle riu, com sarcasmo:

- Você não faz o bem a ninguém a não ser a si mesma. E eu que um dia tive dó de Olívia por ser filha de quem era... – riu, com amargura – Antes eu tivesse nascido filha de Rosana, que ao menos teve a decência de criar a filha... E jamais ousou vendê-la.

- Acontece que Rosana morreu e Olívia sobrou para o seu pai... Que no fim, a vendeu. Não veja isto como um negócio, Isabelle. Estou recebendo para dar a sua guarda a alguém responsável e que realmente cuidará de você. Eu não tenho mais capacidade para isto, minha filha. Estou com tanto ódio do seu pai que infelizmente passou até para vocês, que são filhas dele.

- Por acaso não somos filhas suas? – Rita perguntou, atordoada.

- São, são minhas filhas. E infelizmente dele também. Se eu pudesse voltar no tempo, jamais me envolveria com aquele desgraçado de novo. Até para morrer ele foi um inútil.

- Ele lhe deixou o celular... Que no fim lhe dará um bom dinheiro – Gabe dissertou – E filhas... Que valem muito... – me olhou – Muito mais do que o dinheiro por pagar.

Engoli em seco e senti uma lágrima traidora cair pelo meu olho. Sim, aquele homem ainda conseguia me arrancar suspiros, mesmo em meio ao caos, num dos momentos mais difíceis da minha vida. E não, já nem era a morte de meu pai, Ernest Abertton o momento ao qual eu me referia. Era a venda da minha irmã mais nova, a caçula, a nossa menina superdotada, alegre, divertida, inteligente, risonha, cheia de vida... Que agora era equiparada a um objeto, sendo-lhe atribuído um valor. E o pior de tudo: pela sua própria mãe.

Eu podia facilmente ficar furiosa com Gabe por propor aquilo. Mas no fundo sabia que não era ele o vilão ali. Aliás, cada vez menos eu me convencia de que Gabe Clifford era uma pessoa ruim. Porque me parecia que todos ao redor dele eram infinitamente piores.

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