Procurei sua boca desesperadamente, encontrando sua língua morna e sedenta pela minha. Pulei em seu colo e fui abrindo os botões de sua camisa enquanto minhas pernas atreladas aos seus quadris seguravam meu corpo ao dele.
- Amo quando você se transforma num polvo. – Ele disse enquanto mordia o lóbulo da minha orelha, incerto sobre onde me tocar primeiro com seus lábios e língua.
- Melhor um polvo que um chuchu!
- Então... Eu estudei um pouco sobre o chuchu e gostaria de deixar claro que ele é um alimento rico em fibras e fonte de vitamina C, potássio e cálcio. E pelo baixo índice glicêmico é ótimo para diabéticos. Ou seja, você sempre será o meu chuchu... Por toda a eternidade.
- Isto quer dizer que não sou mais insípida, inodora e insignificante?
- Já faz um tempo que entendi que não vivo mais sem o seu gosto, sem o seu cheiro... Jamais poderei explicar com palavras o quanto você significa na minha vida!
- Amo você, marido!
- Amo mais, chuchu!
- Não, eu amo mais!
- Nunca amará a mim mais do que a amo, Olívia Clifford!
O interfone de cima da mesa dele tocou, anunciando que o secretário precisava falar-lhe. Nos olhamos e Gabe disse:
- Por isto não dá certo ficarmos aqui, no meu escritório.
- Tenho culpa se você trabalha tanto e tenho que vir aqui para vê-lo?
Gabe olhou para o interfone e depois na direção do meu busto, pensativo.
- Atende o interfone. Depois saboreia o que eu tenho aqui! – Provoquei, descendo do seu colo, livrando-o de minhas pernas e braços que o enroscavam.
Gabe foi até o interfone e depois de ouvir o secretário me disse:
- O resultado da perícia no Pagani está pronto.
- E...
- Não disseram por telefone. Pediram que eu ou o meu advogado vá até lá.
- Então encontraram alguma coisa.
- A princípio não. Mas alegam que tem algo para me entregar. – Ele olhou para o laptop sobre a mesa – Como vou dar conta de fazer tudo? Tenho uma reunião em uma hora com os estagiários. E logo em seguida com a imprensa.
- E que hora você vive?
- Quando vejo você. – Sorriu.
Sorri e fui na direção dele, abraçando-o com força:
- Irei pegar o resultado da perícia do carro para você.
- Claro que não!
- Sim, irei. Vamos dividir tarefas e desta forma podemos ficar mais tempo juntos.
- Chuchu, não quero que se meta nestas coisas...
- Já estou metida, marido... Até o último fio de cabelo – fui em direção à porta, pegando minha bolsa sobre a cadeira – Não se preocupe que irei com Aragon.
- Aragon? Quem é Aragon?
- Meu motorista!
- Ah, esqueci que você sabe o nome dele! – Balançou a cabeça, suspirando.
- Ele é só um motorista ou também meu guarda-costas?
- Só um motorista.

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