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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 185

POV GABE

Enquanto eu pegava Rarith na escola, conforme Aneliese tinha pedido, com a intenção de levá-la para comer alguma coisa no shopping e depois fazer compras numa loja de brinquedos, recebi a mensagem de minha irmã, fazendo-me mudar os planos.

ANELIESE: Oi Gabe, estou no hospital aguardando o resultado de alguns exames. Poderia trazer Rarith aqui para mim?

GABE: Ok.

Respondi a mensagem não muito satisfeito por ficar tão pouco tempo com Rarith. No entanto me preocupei pelo fato de minha irmã estar no hospital, sendo que o combinado era compartilhar comigo e Jorel tudo que se referisse a doença dela.

- Mudança de planos, querida! – avisei tomando outra direção – Mamãe quer vê-la.

- Não vamos mais ao Shopping?

- O que acha de irmos ao shopping com a mamãe? – Sugeri, encontrando uma solução.

- Eu adoraria, tio Gabe. Mamãe não vai ao shopping nunca!

- Eu acho que mamãe irá adorar o shopping! – Opinei.

- Mamãe pode fazer compras... E ficar ainda mais linda!

- Adorei a ideia. Vamos comprar brinquedos para você e depois roupas para a mamãe.

Sim, não me custava nada passar um tempo com Aneliese e Rarith e proporcionar a minha irmã um momento só dela, de compras e diversão, sem se preocupar com a saúde ou qualquer outra coisa.

Estacionei o carro e peguei Rarith no colo, me direcionando a entrada principal do hospital. Aneliese não gostava que eu andasse com Rarith no colo, alegando que a menina não era bebê e precisava caminhar com as próprias pernas. Ainda assim eu não resistia ao cheiro dela e a forma como as mãozinhas envolviam meu pescoço. O riso daquela criança era simplesmente o som mais contagiante do mundo, a certeza de que o mundo não era ruim por inteiro. Ela era a parte boa do mundo, da minha existência, minha única essência do bem.

E por eu amá-la tanto, de uma forma diferente como amava Olívia, já que era inocente e cheia de um afeto fraternal, eu não tinha interesse em ter filhos. O que eu sentia por minha sobrinha era suficiente, levando em conta que eu não era uma pessoa que tinha capacidade de gostar ou me afeiçoar a tantas outras.

Quando recebi a notícia de Mônica de que seria pai, fui pego de surpresa, embora não tenha sido algo que não gostei. No entanto nunca tive vontade de ter filhos e sabia que certamente era pelo meu passado e a forma como me relacionei com meus pais. Eu não acreditava em afeto paterno ou materno, tampouco nos laços sanguíneos. E a prova era o que eu sentia por Rarith, que não era minha parente de forma tão direta quanto meus irmãos, no entanto era a pessoa que eu mais amava... Sem contar Olívia.

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