Fui até a porta esperar minha irmã. Assim que ela desceu do carro, veio na minha direção feito um raio, os olhos demonstrando toda sua raiva.
- Entre! – Falei assim que ela se aproximou, mas o que recebi foi uma bofetada na cara.
Toquei meu rosto, que pareceu queimar devido à força que ela pôs na mão.
- Não vou entrar nesta casa... Nunca. Mas vim até aqui para lhe dizer uma coisa: fique longe do meu marido e da minha família!
Jorel apareceu ao meu lado, na porta, conduzindo a cadeira de rodas de forma hábil:
- O que houve? – Quis saber.
- Este filho da puta quebrou o nariz do Rowan. – Ela explicou.
- Caralho! Por que fez isto, Gabe?
Eu ri, ainda sem conseguir tirar a mão do rosto. Então encarei minha irmã e perguntei:
- Por que fiz isto, Ane? Qual foi a explicação dele?
- Você é um louco, Gabe! Um ser desprezível!
- Por que quebrei o nariz do seu marido depois de ele ter dito que foderia a minha mulher porque ela era uma vagabunda? Caralho, Rowan fez isto na nossa frente, enquanto se despedia dela! E quer saber o motivo dos chutes? Foi pelo outro jantar, quando ele a tocou sob a mesa, depois der a comparado à mãe, que era uma prostituta.
Aneliese meneou a cabeça, atordoada:
- Ele... Não teria feito isto!
- Pergunte a Olívia, se acha que estou mentindo! Eu juro que tentei me conter, mas não consegui. E aposto que Rowan não lhe disse o que eu mandei...
- E o que mandou?
- Mandei que ele lhe dissesse a verdade e pedisse o divórcio, ou eu mesmo faria.
Observei as lágrimas rolando pelas bochechas dela e dei um passo para trás, quando minha vontade era abraçá-la com força e dizer que eu estava ali, embora não pudesse amenizar a sua dor.
Enquanto me afastava, amedrontado por minhas atitudes “humanas” e fracas, Jorel aproximou-se de nossa irmã e pegou sua mão:

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