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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 110

Peguei a mão dela, retirando-a do meu corpo e apertei seus dedos com força até que ela arregalasse os olhos e implorasse:

- Por favor... Está doendo!

Aproximei meu rosto o bastante do dela, a ponto de sentir seu hálito morno e disse, encarando seus olhos azuis, observando a expressão de pânico:

- Você não me atrai em nada. E a próxima vez que disser que minha esposa é uma vagabunda... Ou melhor, quando sequer “pensar” nela desta forma, mandarei arrancarem todos os dentes da sua boca e cortarem sua língua para que nunca mais possa falar nada na sua vida. Entendeu, Rose?

Ela assentiu, uma lágrima escorrendo pela sua bochecha.

- Olívia é sim uma vagabunda... Mas a “minha vagabunda”, do jeito que eu gosto. Ninguém a chamará assim novamente. E quem o fizer, pode se considerar uma pessoa morta.

- Não farei... Juro!

Soltei a mão dela, que logo levantou-se. Eu ri, meneando a cabeça:

- Seu marido é um fodido! Caralho, o que pode ser pior na vida do que ter você como esposa? Agora entendo porque Olívia é sua preferida... Porque talvez seja a única que ele comprovou através do teste de DNA. Certamente tem dúvidas quanto a paternidade das outras filhas.

- Eu nunca traí meu marido! – falou entredentes, fingindo-se ofendida.

- Agora entendo porque o desgraçado precisou procurar prostitutas... – ri – E você ainda me diz que tem atrativos na cama? Sequer conseguiu segurar o seu marido, Rose! Como ousa tentar roubar o homem de outra mulher?

- O homem de outra mulher? – ela riu, num tom debochado – Vai tentar me convencer agora de que é o homem de Olívia? Ontem você estava com uma garota de programa para cima e para baixo...

- Não lhe devo satisfações da minha vida. Saia daqui, agora! Pessoas como você são o que deu nome à palavra “escória”.

Ela saiu rapidamente, desconcertada. Peguei a bandeja com o que ela havia trazido e joguei tudo na lixeira. Poderia estar envenenado.

Não fiz o desjejum com os demais, mas pedi que a empregada me chamasse para o almoço. Tomei um banho, me vesti e deitei na cama. Minhas costas estavam doendo devido ao mal posicionamento no qual fiquei a noite inteira. Exatamente meio-dia ela me chamou para o almoço.

Era bem estranho depois de tudo que houve estarmos todos comendo juntos numa mesma mesa. Jorel estava com o nariz inchado e roxo. Eu com o lábio como se tivesse feito um procedimento estético que deu errado, de tão inchada que ficou. Sem contar que cada vez que o alimento encostava, dava vontade de gritar de tanta dor devido ao atrito com o ferimento. Meu olho ainda estava arroxeado do soco de Ernest.

Cheguei a me perguntar se alguém sairia dali ileso.

Num dos movimentos contínuos de Isabelle, que falava gesticulando o tempo todo, ela derrubou a taça que estava muito próxima do seu prato. Num puta azar a taça quebrou e pegou no seu antebraço, cortando.

Corri para socorrê-la, enrolando o guardanapo para estancar o sangue, a fim de que Olívia não passasse mal. Levei-a para a varanda externa até que ela deixou o pai verificar o ferimento. Por sorte, apesar de ter sangrado bastante, o corte foi superficial.

Enquanto o caseiro trazia a maleta de primeiros socorros, avisei:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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