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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 32

O carro cortava a estrada em direção ao hotel, os faróis abrindo caminho no asfalto escuro enquanto o silêncio dentro do veículo era quebrado apenas pela respiração pesada de Justin.

Ele estava furioso.

Não era uma raiva contida, racional, era aquele tipo de ódio que se alimenta da humilhação, do ciúme, do sentimento insuportável de ter sido substituído.

— Aquela vagabunda… — ele cuspiu, apertando o volante com força. — Não perdeu tempo nenhum, né? Sumiu por uns dias e já tá de braço dado com outro cara.

Amélia permanecia em silêncio no banco do passageiro, o celular apoiado na perna, o olhar fixo na tela, mas longe dali, pouco se importando com o falatório de Justin.

— Eu sabia — continuou, cada palavra mais amarga que a outra. — Sempre soube que ela era assim. Sempre se fazendo de boazinha, de vítima… e olha só. Agora tá com um bilionário, desfilando em shopping como se fosse dona do mundo.

Ele soltou uma risada sem humor.

— Aposto que tá dando pra ele do mesmo jeito que sempre foi fácil comigo.

Amélia não reagiu.

O silêncio dela começou a incomodá-lo.

— Vai ficar calada agora? — ele perguntou, virando o rosto na direção dela. — Era sempre a primeira a falar mal dela e agora que eu concordo fica aí parecendo uma morta?

Ela finalmente desviou o olhar da tela e o encarou.

— Eu tô pensando — respondeu, simples.

Justin franziu a testa.

— Pensando no quê?

Amélia voltou os olhos para o celular, desbloqueando a tela com calma demais para alguém que supostamente estava “revoltada”.

— Pensando em tudo o que ela tá fazendo… — disse devagar. — E em tudo o que ela tá conseguindo.

Justin bufou.

— Conseguindo? Ela tá se vendendo, isso sim.

Amélia não respondeu em voz alta.

Mas pensou.

“Conseguindo coisas muito boas… e que eu quero também.”

Ela digitou um nome no G****e.

Dante Aldrich.

A tela se encheu rapidamente de resultados.

Notícias, fotos, matérias longas, cheias de palavras como implacável, visionário, frio, bilionário, controle absoluto. Ela rolou a tela lentamente.

— CEO da Aldrich Energy e Bankov Enterprises — leu em voz baixa. — Dono de mais da metade dos terrenos urbanos e rurais de Stormcity. Empresário conhecido por negociações agressivas e expansão silenciosa.

Justin olhou de relance.

— Tá vendo? — ele disse. — Um cara desses não presta.

Amélia continuou lendo.

— Envolvido em boatos sobre negócios suspeitos, nunca comprovados. — murmurou. — Extremamente reservado, raramente aparece em eventos sociais.

Ela parou.

Leu de novo.

— Viúvo há pouco mais de um ano.

Justin riu com desprezo.

— Então é isso — disse. — Um viúvo carente e uma oportunista, combinação perfeita.

— Você fala como se fosse simples — Amélia respondeu, sem emoção. — Mas não é.

Ela virou o celular para ele, mostrando uma foto.

Dante Aldrich, sério, imponente, olhando diretamente para a câmera como se desafiasse quem estivesse do outro lado.

— Você sabe quem você é perto de um cara desses, Justin? — ela perguntou.

Ele fechou a cara.

— Meus pais são ricos — respondeu rápido demais. — Eu tenho dinheiro, contatos. Isso não vai ficar barato pra ele.

Amélia bufou, um som curto e debochado.

— Você é patético — disse. — Acha mesmo que seu dinheiro de família significa alguma coisa perto de um homem que controla uma cidade inteira?

Justin apertou os dentes.

— Eu vou dar um jeito.

— Vai fazer o quê? — ela perguntou, inclinando a cabeça. — Processar? Bater boca? Gritar?

O silêncio que se seguiu foi constrangedor, Justin não respondeu.

— Pois é — Amélia completou, voltando a olhar para a tela. — Ele não é alguém que você enfrenta gritando.

Mas enquanto dizia aquilo, os olhos dela brilhavam com outra coisa.

Curiosidade.

Inveja.

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