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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 7

Liana deu um passo para trás, o bilhete ainda amassado na mão, quando os olhos amarelos dentro da mata avançaram um pouco, revelando movimento entre as sombras. Um rosnado profundo cortou o ar frio, fazendo os pelos de sua nuca arrepiarem.

— D-Dante? — tentou chamar, com a voz falhando.

Nada.

Outro rosnado.

Mais próximo.

Mais faminto.

A ruiva cambaleou para trás, o coração disparando.

— Tem alguém aí? — perguntou, ainda com esperança de que fosse apenas um animal. — Por favor… eu…

Então, de uma vez, três lobos enormes saltaram sobre ela, saindo das sombras, derrubando-a no chão com brutalidade. Liana gritou, o corpo esmagado contra a terra, o impacto arrancando todo o ar de seus pulmões.

— Aaaah! SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA!

Os lobos rosnaram tão perto que ela sentiu o calor sufocante da respiração deles, a baba espirrando em seu pescoço, o cheiro selvagem impregnando o ar.

Um deles, o de pelagem clara, passou a pata no rosto dela com força, deixando um arranhão ardido na pele. O lobo maior, de olhos amarelos e pelagem meio marrom rajada de branco, avançou de novo, empurrando-a contra o chão, imobilizando seus braços.

Liana tentou escapar, desesperada, mas outro lobo a segurou pelas pernas, impedindo qualquer movimento, os dentes quase perfurando a pele. O rosnado grave ecoou na floresta como uma sentença.

Ela tentou falar, implorar, mas o medo engasgava sua voz.

— P-por favor… não… Dante… Socorro.. — chorou, sentindo as lágrimas se misturarem ao sangue que escorria por seu rosto.

O lobo de olhos amarelos aproximou o focinho do rosto dela e soltou um rosnado tão ameaçador, tão carregado de ódio, que ela estremeceu inteira. Ergueu a pata e passou a garra pelo ombro dela, e então cravou, rasgando a pele.

A dor explodiu quente e cortante.

Liana gritou tão alto que sua própria voz ecoou na mata.

Outro lobo avançou e mordeu sua panturrilha, os dentes afundando na carne com crueldade. Liana chutou por reflexo, mas era inútil. Eles eram fortes demais, grandes demais. Selvagens demais.

Ela chorava, tremia, implorava, mas os lobos… riam. Não em som, mas no olhar perverso, no jeito calculado com que a feriam. Era diversão para eles..

Ela precisava sair dali.

Precisava viver.

Com um último impulso movido apenas pelo instinto de sobrevivência, Liana girou o corpo para o lado, escapando por um fio das garras que tentaram prendê-la de novo. Ela correu, tropeçando, sangrando, tudo tão escuro que mal enxergava um palmo a frente.

As árvores se moviam rápido demais ao redor, o ar pesado rasgando seus pulmões, a dor latejante impedindo sua coordenação. Ela corria sem saber para onde, sem saber como, apenas corria.

“VAI, HUMANA!” a voz mental de Sandra rugiu para as outras, rindo pelo link que tinham. “DEIXA ELA CORRER! QUERO VER ATÉ ONDE ESSA VADIA AGUENTA!”

As três lobas acompanharam de longe, apenas observando, dando pequenos impulsos para ela ir na direção certa, na direção do lago.

Liana não via nada, não sentia nada além de dor e pânico. Seu sangue deixava um rastro e ela mal conseguia respirar.

Quando seus pés finalmente tocaram lama, escorregaram. O corpo caiu para frente, deslizando sem controle, e então a água gelada a engoliu.

O mundo virou escuridão líquida.

Até tentou emergir, lutando para mover os braços, chutando as pernas, mas cada movimento era lento, pesado, dolorido. Ela não sabia nadar, não conseguia respirar. A água entrava por sua boca, nariz, queimando seus pulmões por dentro.

Tentou chamar por ajuda, tentou gritar por Dante, mas a água levou tudo.

As sombras distorcidas da superfície se afastavam enquanto ela afundava, completamente sozinha.

Na margem, três pares de olhos brilhavam.

“Essa idiota não sabe nadar”, Sandra disse mentalmente, com satisfação. “Não vamos nem precisar sujar mais as mãos.”

“Tadinha”, Elena zombou.

“Pobrezinha da humana”, Cassandra completou.

As três lobas se afastaram na mata silenciosamente, deixando Liana se afogar sozinha.

***

Na mansão, Kian acordou de repente, assustado, o peito arfando.

— Papi! — ele gritou, correndo para o quarto do pai.

Dante estava sentado na beira da cama, a cabeça enterrada nas mãos, tentando controlar o lobo que se contorcia dentro dele desde que anoitecera. Ele não conseguia dormir, algo estava errado.

Não conseguia respirar sentia os pulmões arderem como se… Estivesse se afogando.

Quando Kian entrou chorando, ele levantou a cabeça imediatamente.

— O que foi?

— A tia… — Kian soluçou. — Papi, ela tá com medo!

Dante congelou.

Uma onda súbita de pavor atravessou seu corpo como fogo, e então outra, e outra.

Sensações que não eram suas.

Água, escuridão, sufocamento.

Dor.

Muita dor.

Mais uma vez seu peito se apertou e ele sentiu como se estivesse engolindo água ao inves de ar.

O lobo rugiu dentro dele.

“Precisamos ir!”, Hades urrou e os olhos de Dante automáticamente ficaram vermelhos.

Capítulo 7: À beira da morte 1

Capítulo 7: À beira da morte 2

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