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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 27

Babi estava parada no meio do cômodo, de braços cruzados, andando de um lado para o outro como um leão enjaulado. O tapete macio sob seus pés não ajudava em nada a acalmar o turbilhão que girava dentro dela. Tudo naquela casa parecia errado: grande demais, quieta demais, cheia demais de segredos que ninguém se dava ao trabalho de explicar direito.

E Mason estava ali.

Parado a poucos passos dela, encostado na porta, os braços fortes cruzados sobre o peito, o maxilar travado, os olhos atentos demais. Ele parecia uma muralha, sólida, irritante… e absurdamente difícil de ignorar.

— Quem você pensa que é? — Babi disparou, quebrando o silêncio. — Não pode simplesmente me trancar num quarto, aparecer do nada e achar que tá tudo bem!

— Eu não disse que estava tudo bem — Mason respondeu, a voz baixa, controlada demais.

— Ah, claro que não — ela rebateu, rindo sem humor. — Realmente, você não disse NADA. Vai ficar ai me encarando como um abutre até quando?

Ela parou de andar e o encarou, sentindo o coração bater rápido demais sem saber exatamente por quê. Estava irritada, cansada, confusa… e estranhamente atordoada com a proximidade dele.

— Você me assusta — ela continuou, apontando o dedo. — Você, essa casa, esse lugar inteiro… Vocês são todos malucos!

Mason deu um passo à frente.

Só um.

Mas foi o suficiente para o ar entre eles mudar.

— E você fala demais — ele murmurou.

— Vai se ferrar — Babi respondeu no automático, mas a voz saiu menos firme do que gostaria.

Ela abriu a boca para continuar, para xingá-lo de novo, para gritar se fosse preciso…

Mas não conseguiu.

Porque Mason estava muito perto agora.

Perto demais.

Ela sentiu primeiro o cheiro dele, algo quente, limpo, intenso, que não combinava em nada com o caos que ele representava. Depois veio a sensação estranha no estômago, um frio que descia pela espinha e se espalhava de um jeito que a deixava irritada consigo mesma.

— Para de me olhar assim — ela reclamou, desviando o rosto.

— Assim como? — ele perguntou, a voz ainda mais baixa.

— Como se eu fosse… — ela hesitou, irritada com a própria hesitação. — Uma ovelha e você o lobo que quer comer a ovelha.

Os olhos dele brilharam em amarelo por um segundo rápido demais para ser ignorado.

Mason prendeu a respiração.

Atlas rugia dentro dele, impaciente, exigente.

“Ela é nossa.”

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