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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 16

ALGUMAS HORAS ANTES

Dante abotoava a camisa preta com movimentos secos, precisos demais para alguém que tentava parecer calmo. O espelho refletia um homem perfeitamente controlado por fora, cabelos escuros penteados para trás, maxilar rígido, postura impecável, barba bem aparada, mas por dentro, o caos rugia sem trégua.

Ela ainda está aí fora.

A sensação não o abandonava desde o momento em que acordara. Um incômodo constante no peito, como se algo estivesse puxando, chamando, exigindo atenção. O vínculo ardia, não estava quebrado, apenas… distante.

“Precisamos encontrá-la”, Hades rugia em sua mente, todo o tempo, queria correr pelas ruas farejar tudo, encontrar o rastro dela naquela enorme cidade.

Mas Dante sabia que assim demorariam ainda mais.

A porta do escritório se abriu sem aviso e Mason entrou.

— Vai sair? — perguntou, observando o alfa pronto, o casaco já pendurado no braço.

— Vou — Dante respondeu, sem olhar para ele.

— Sozinho?

Dante finalmente ergueu os olhos.

— Já que você foi incompetente o suficiente para deixá-la fugir e ainda mais para procurá-la, eu mesmo vou procurar.

Mason cerrou o maxilar.

— Você não vai sozinho — retrucou. — Não considerando como seu irmão o deixou na última vez, é meu dever te proteger.

— Não preciso de babá — Dante respondeu, seco.

— Precisa de um beta — Mason rebateu. — E goste você ou não, ainda sou eu.

Por alguns segundos, o silêncio pesou entre eles como uma lâmina prestes a cair e cortar a cabeça de alguém. O clima ainda estava contaminado pela briga de antes, pelas palavras duras, pelo soco que ainda deixava um roxo na lateral do rosto de Manson mesmo alguns dias depois da briga.

Dante suspirou curto.

— Então anda — disse por fim. — Antes que eu mude de ideia.

Do lado de fora, escondida parcialmente atrás de uma coluna, Sandra observava os dois saírem.

Os olhos dela queimavam de raiva.

“Ele vai atrás dela. De novo.”

As unhas se cravaram nas palmas das mãos.

Então, pela primeira vez em um bom tempo, a loba dela falou, carrancuda irritada.

“Ele vai atrás da companheira dele, você deveria ir atrás do seu”, rosnou, já não suportava mais sua outra metade buscando alguém que não fazia parte do destino delas.

“Cala a boca ele é o nosso companheiro!”, insistiu Sandra, se virando e caminhando para longe dali, precisava planejar bem seu proximo passo.

***

A cidade parecia grande demais naquele dia.

Dante e Mason percorreram ruas, cafés, rodoviária, bairros residenciais, áreas comerciais. O cheiro de Liana aparecia fraco aqui e ali, dissipado pelo vento, pelo concreto, pela multidão humana.

— Nada — Mason murmurou, frustrado. — É como se ela estivesse sempre um passo à frente.

— Será que ele a escondeu? — Dante murmurou torcendo para que aquela hipótese não fosse a verdade.

As horas passaram.

O sol se pôs.

A noite caiu pesada, carregada, e eles continuaram procurando.

Foi quando o celular de Dante vibrou e ele atendeu no primeiro toque.

— Fala.

A voz do outro lado veio baixa, assustada.

— Alfa… achamos sua companheira.

O coração de Dante acelerou.

— Onde?

— Numa boate, no centro. — Houve uma pausa. — Ela… está com Anton.

Dante pisou com força no freio fazendo o corpo de Mason ir para a frente com a força que o carro parou.

— Repete — Dante exigiu.

— Anton está com ela, muito próximo.

Dante desligou sem responder.

— Onde? — Mason perguntou imediatamente, percebendo a mudança brutal na aura do alfa.

— Boate — Dante respondeu, já acelerando o carro de novo. — E se ele encostou nela…

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