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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 98

A manhã chega bem mais rápido do que eu gostaria, e acordo com aquela sensação de só ter piscado os olhos.

Me espreguiço e me sento na cama, no mesmo instante em que sinto o cheiro de café e ouço Oliver cantarolando alguma música do desenho de astronautas.

Levanto, vou até o banheiro, lavo o rosto e desço as escadas.

Quando chego à cozinha, Lucas está em frente ao fogão, preparando o café da manhã, enquanto Oliver está sentado no balcão, balançando as pernas.

— Bom dia, dorminhoca — Lucas diz, sorrindo quando me vê.

— Bom dia — murmuro, meio envergonhada. — Dormi demais. Você poderia ter me acordado.

— Você parecia cansada depois de… ontem à noite.

Meu rosto esquenta instantaneamente, e desvio os olhos para Oliver, que, graças a Deus, não ouviu o pai.

— Ivy! — ele exclama, animado, apontando para o prato à sua frente. — O papai fez panquecas, olha!

— Humm… isso parece apetitoso — digo, observando a pilha dourada no prato.

— E é! O papai faz as melhores panquecas do mundo inteirinho!

Lucas ri, se aproximando para servir os ovos mexidos, e logo estamos sentados à mesa para tomar café.

Alguns minutos depois, por mais que eu coma na velocidade de uma lesma, terminamos. Subo para ajudar Oliver a se vestir enquanto Lucas coloca as malas no carro.

— Já vamos embora? — ele pergunta, fechando o casaco.

— Sim, astronauta. Precisamos voltar.

Ele assente, mas vejo a tristeza nítida nos olhos.

— Vou sentir falta daqui.

— Eu também — admito, ajeitando o gorro na cabeça dele. — Mas seu pai prometeu que vamos voltar sempre que você quiser, lembra?

Isso parece animá-lo. Ele assente, pega o dinossauro de cima da cama e corre para as escadas.

Suspiro e saio do quarto, observando tudo ao redor enquanto desço.

Quatro dias não foram suficientes para fingir que essa calmaria poderia ser minha.

E agora… de volta à realidade.

⋆ ˚。⋆୨୧˚

A viagem de volta para Manhattan é tranquila. Oliver adormece no banco de trás, com o rosto colado na janela, e fico observando a paisagem mudar conforme nos aproximamos da cidade.

Lucas mantém uma mão no volante e a outra apoiada na minha coxa, desenhando círculos distraídos.

— No que está pensando? — ele pergunta, quebrando o silêncio.

— Que a realidade está nos esperando — respondo, sincera.

— Imaginei — diz, apertando minha pele de leve. — Mas prometo que nada vai mudar.

Assinto, querendo muito acreditar nele.

Quando chegamos ao apartamento, já é quase hora do almoço. Oliver acorda assim que Lucas desliga o carro e olha ao redor, confuso.

— Já chegamos? — pergunta, esfregando os olhos.

— Já, campeão — Lucas responde, abrindo a porta traseira.

Subimos com as malas, e Oliver corre direto para o novo quarto. Logo ouço a voz animada dele vindo do corredor.

— Papai! Ivy!

Lucas e eu trocamos um olhar antes de segui-lo.

Diferente de quando chegamos, Oliver está no meio do quarto, observando cada canto, como se estivesse vendo tudo pela primeira vez.

— Posso deixar meu quarto igualzinho ao meu quarto de antes? — ele pergunta, empolgado.

— Pode — Lucas responde, encostado no batente da porta. — Mas na casa nova. Não vamos ficar aqui por muito tempo.

Lucas prometeu que eu nunca mais estaria sozinha.

— Eu quero — sussurro, por fim. — Claro que quero.

Oliver comemora, pulando, e Lucas beija minha testa.

— Então está decidido — murmura contra minha pele.

Sorrio, meio sem jeito, meio emocionada demais para disfarçar.

Oliver volta a falar enquanto anda pelo quarto, escolhendo onde colocar os brinquedos e criando planos mirabolantes para o novo quarto na casa que ainda nem existe.

Então, o celular de Lucas vibra no bolso. Ele pega o aparelho, franze as sobrancelhas ao ler a tela e desbloqueia.

A expressão dele muda na hora.

— Algo errado? — pergunto, me aproximando.

Ele passa a mão pelo rosto, tenso, e me mostra a mensagem de Owen.

“Quando chegar em Manhattan, venha à empresa. Blair finalmente está se movimentando.”

Lucas guarda o celular e me puxa para perto, acariciando meus cabelos.

— Acabou a paz — murmura.

— Eu sei — respondo, passando os braços ao redor dele.

Ficamos assim por alguns segundos, como se estivéssemos nos preparando para a tempestade que se aproxima.

Então Lucas se afasta, ainda segurando meu rosto com as duas mãos.

— Preciso ir — diz, num tom baixo. — Mas vou resolver isso. Não importa o que Blair esteja tentando fazer… eu vou resolver.

Respiro fundo e assinto, ignorando o pressentimento de que a guerra está só começando.

— Confio em você.

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