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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 96

“Lucas Sinclair”

Observo da varanda enquanto Oliver constrói seu terceiro boneco de neve quando uma bola gelada acerta meu ombro.

Me viro e vejo Ivy parada a poucos metros de distância, com as mãos atrás das costas e um sorriso inocente no rosto.

— Sério, Ivy?

— Não fui eu! — exclama, fingindo surpresa.

— Claro que não — murmuro, descendo os degraus devagar.

Ivy dá um passo para trás, rindo.

— Lucas… não faça… isso… — ela tenta fugir, mas sou mais rápido.

Pego neve no chão e jogo nela antes que consiga correr.

— LUCAS! — ela grita, limpando o rosto, rindo.

— Você começou — rebato, pegando mais neve.

Antes que eu possa jogar de novo, outra bola acerta minhas costas.

Me viro e vejo Oliver parado, ainda com a mão para cima.

— Deixa a Ivy em paz, papai! — ele grita, pegando mais neve.

— Dois contra um agora? — pergunto, indo na direção dele.

— CORRE, IVY! — Oliver grita, jogando outra bola.

Ivy aproveita a distração e acerta minha cabeça com outra bola de neve.

— Vocês vão se arrepender — aviso, pegando neve com as duas mãos.

O que se segue é o caos absoluto.

Oliver corre pelo quintal, rindo, enquanto Ivy tenta se esconder atrás de uma árvore. Eu continuo jogando bolas de neve nos dois.

Até que Oliver escorrega e cai na neve, rindo tanto que nem consegue se levantar.

Ivy corre até ele, preocupada.

— Você está bem, astronauta?

— Tô! — ele responde, ainda rindo. — A neve é macia!

Aproveito a distração e jogo neve nos dois.

— LUCAS! — Ela grita, me encarando. — Isso não vale!

— Vale sim — respondo, sorrindo.

Ela se levanta e corre na minha direção, tentando me empurrar, mas a pego no ar e a giro, fazendo-a gritar.

— Me solta! — Ela ri, batendo no meu ombro.

— Só se você admitir que eu ganhei.

— Nunca!

Rio e a coloco de volta no chão, mas, antes que ela possa se afastar, a puxo de volta e roubo um beijo rápido.

Ivy fica vermelha, olhando rapidamente para Oliver, que está ocupado tentando rolar na neve.

— Lucas… — sussurra, envergonhada.

— Relaxa — murmuro, beijando sua testa. — Ele nem viu.

Ela balança a cabeça, sorrindo, e volta a atenção para Oliver.

— Vamos fazer anjos de neve! — ele grita, se jogando de costas.

Ivy ri e se junta a ele, deitando na neve e mexendo os braços e as pernas.

Fico parado, apenas observando os dois. E, pela primeira vez em muito tempo, sinto algo que pensei que nunca sentiria de novo.

Felicidade.

Como se tudo finalmente fizesse sentido.

Ficamos no quintal por mais alguns minutos, até o frio ficar insuportável. Oliver corre direto para as escadas, gritando que vai pegar um cobertor.

Ivy tira o casaco encharcado e o pendura perto da lareira.

— Estou congelando — murmura, esfregando os braços.

— Vem cá — digo, puxando-a para perto da lareira.

Ela se encosta em mim, e passo os braços ao redor dela, tentando aquecê-la.

Atendo, colocando o celular no ouvido.

— O quê, mãe?

— Lucas, onde você está? — Ela pergunta, claramente irritada. — Hoje é segunda-feira. Você deveria estar na empresa.

— Tirei uns dias de férias.

— Férias? Você não tira férias, Lucas. Nunca tirou. O que está acontecendo?

— Nada que te diga respeito.

— Tudo que envolve você diz respeito a mim — ela rebate, quase bufando. — Seu pai está furioso. Você desmarcou a reunião com Harrison Caldwell sem dar explicações. Sabe o quanto esse investidor é importante?

— Sei. E não me importo.

Silêncio do outro lado.

— Você está bem? — pergunta, em voz baixa. — Aconteceu alguma coisa?

— Estou ótimo. Melhor do que estive em muito tempo.

— Então volte para Manhattan e resolva seus compromissos! — ordena, voltando ao tom habitual. — Você tem responsabilidades, Lucas. Não pode simplesmente desaparecer.

— Engraçado… porque é exatamente isso que estou fazendo, mãe. Agora preciso ir. Tchau.

Desligo, exausto do surto, e jogo o celular no sofá.

Ivy se aproxima devagar.

— Está tudo bem?

— Sim — respondo, passando a mão pelo rosto. — Só… lembretes de que o mundo continua girando lá fora.

— Você quer voltar? — Ela pergunta, hesitante.

— Não — digo, firme, puxando-a de volta para meus braços. — Quero ficar aqui com vocês. Longe de tudo isso.

Ela sorri, fica na ponta dos pés e me beija.

É quando ouvimos a voz de Oliver, descendo as escadas:

— Eca! Vocês vão ficar se beijando o tempo todo agora?

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