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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 75

“Ivy Collins”

Acordo devagar, com a sensação de ter um elefante sentado na minha cabeça. Minha boca está seca, com um gosto amargo que me faz franzir o rosto.

Onde estou?

Abro os olhos lentamente, piscando algumas vezes até conseguir focar no teto de um quarto que não é o meu. Viro a cabeça e encontro uma janela coberta por uma cortina enorme, entreaberta.

O céu continha escuro.

Tento me sentar, mas meu corpo dói inteiro. É quando noto a agulha presa ao meu braço, ligada a uma bolsa de soro. Meu coração dispara.

O que aconteceu comigo?

Viro a cabeça para o outro lado e fico ainda mais confusa.

Lucas está sentado na poltrona ao lado da cama, com os cabelos completamente bagunçados, como se tivesse passado as mãos por eles várias vezes. A camisa social está amarrotada e manchada de… sangue?

Quando me mexo novamente, Lucas se levanta rápido e vem até a cama.

— Ivy — ele diz, sentando ao meu lado. — Como você está se sentindo?

Minha garganta está seca demais para responder. Passo a língua pelos lábios, tentando organizar os pensamentos.

Ele se inclina, pega uma garrafinha de água na mesinha de cabeceira e me entrega. Tomo pequenos goles, sentindo o estômago embrulhar quase imediatamente.

— O que… aconteceu? — consigo perguntar, rouca.

Lucas hesita, fechando os olhos por um segundo. Quando os abre de novo, vejo algo diferente neles. Medo. Raiva. Culpa.

— Você foi drogada — diz, devagar, como se escolhesse cada palavra. — Alguém colocou alguma coisa na sua bebida ontem à noite.

Pisco algumas vezes, tentando processar.

Drogada.

Flashes começam a surgir na minha mente, desconexos, embaralhados.

A boate. Tiffany. Lucas no mezanino. Sophia acenando. A pista de dança. Claire me entregando um drink. A tontura.

E então… nada.

— Eu não lembro — murmuro, sentindo o pânico subir rápido demais. — Lucas, eu não lembro de nada depois de estar na pista.

Ele se inclina rapidamente, pegando minhas mãos com cuidado.

— Está tudo bem — diz, num tom baixo. — Você está segura. Eu te encontrei a tempo.

— A tempo? — repito, sentindo o estômago embrulhar de novo. — A tempo do quê, Lucas?

Ele fecha os olhos, e o maxilar se contrai imediatamente.

— Tinha um homem tentando te arrastar para um carro no estacionamento — responde, abrindo os olhos para me encarar. — Mas cheguei antes que ele conseguisse.

Alguém tentou me levar.

Drogada.

O mundo parece girar outra vez, e minha respiração falha.

— Respira, Ivy — pede, apertando minhas mãos. — Você está aqui comigo. Nada aconteceu.

Mas poderia ter acontecido. Se ele não tivesse chegado a tempo…

As lágrimas queimam meus olhos antes que eu consiga impedir.

— Ei, não — ele murmura, soltando uma das minhas mãos para afastar uma mecha do meu rosto. — Não chora, meu amor. Por favor.

Meu amor.

Talvez seja melhor não perguntar mais nada agora.

— Eu deveria ter ficado mais perto de você — Lucas continua, voltando a me encarar. — Deveria ter percebido antes. Deveria…

— Você me salvou — corto, segurando o rosto dele com as duas mãos. — Você chegou a tempo. E eu só estou aqui por sua causa.

Ele fecha os olhos e apoia a testa na minha, respirando fundo.

— Lucas… — sussurro, passando o polegar pela bochecha dele. — Por favor, olhe pra mim.

Ele abre os olhos devagar e vejo a culpa estampada neles. Meu peito se aperta.

— Não se culpe, porque você não tinha como saber — continuo, firme. — Ninguém tinha. Mas você me procurou. E me achou.

— Se eu tivesse demorado um pouco mais…

— Mas não demorou — interrompo, acariciando a barba dele. — Você chegou a tempo. E agora eu estou aqui. Segura. Com você.

Ele assente devagar e então beija minha testa com cuidado. Como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo.

— Não vou deixar nada de ruim acontecer com você — diz, baixinho. — Nunca mais.

Antes que eu possa responder, a campainha toca.

Lucas se afasta, franzindo as sobrancelhas enquanto olha para a porta do quarto.

— Quem pode ser a essa hora? — murmuro, ainda confusa.

— Não sei — ele responde, já se levantando. — Fica aqui. Já volto.

Ele sai do quarto. Pouco depois, ouço a porta sendo aberta. E então…

— Cadê ela? — A voz feminina corta o silêncio. — Sei que ela está aqui.

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