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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 66

As palavras saem tão naturais, tão sinceras, que sinto meu coração falhar uma batida.

Lucas desvia o olhar rapidamente, voltando a se concentrar nos ovos, como se não tivesse acabado de dizer algo que mexeu completamente comigo.

— Gosta de bacon? — pergunta, mudando de assunto de forma tão abrupta que quase me faz rir.

Assinto, sem comentar. Porque está claro que ele percebeu que se expôs demais e agora está recuando.

Alguns minutos depois, Lucas coloca um prato na minha frente com ovos mexidos, bacon e torradas.

— Uau — digo, impressionada. — Você realmente sabe cozinhar.

— Te avisei — responde, sentando-se no banco ao meu lado, voltando ao tom casual.

Dou a primeira garfada e… está delicioso.

— Ok, admito — digo, pegando mais um pedaço de bacon. — Você é bom nisso.

— Sou bom em várias coisas — ele responde, e o tom sugere que não está falando só de cozinhar.

Reviro os olhos, mas não consigo segurar o sorriso.

Comemos em silêncio por alguns minutos, até que percebo Lucas me observando.

— O quê? — pergunto, limpando a boca com o guardanapo. — Meu rosto está sujo?

— Não — ele responde, sorrindo de lado. — Só… gosto de te ver assim.

— Assim como?

— Relaxada. Confortável. Sem aquela formalidade irritante do “Sr. Sinclair” — diz, fazendo uma imitação péssima da minha voz.

— Eu não falo assim!

— Fala, sim. Sempre toda certinha, profissional… como se nunca tivesse gemido meu nome.

Sinto meu rosto explodir em chamas, e ele ri, claramente se divertindo com minha vergonha.

— Não fica assim — diz, puxando minha banqueta para mais perto. — Você fica ainda mais linda quando cora.

Terminamos o café entre provocações leves, risadas e uma intimidade que nunca imaginei que teríamos.

E, pela primeira vez desde que acordei, consigo relaxar completamente.

Alguns minutos depois, quando terminamos o café, lavo a louça, mesmo sob os protestos de Lucas sobre “eu ser hóspede e dever relaxar”.

— Não sou hóspede — rebato, secando um prato. — Sou sua… — paro, percebendo que não sei como terminar a frase.

Sua o quê? Funcionária? Amante? Algo mais?

— Minha — ele completa, tirando o prato da minha mão e me puxando pela cintura. — É isso que você é. Minha.

Meu coração dispara, mas, antes que eu possa responder, ele já está me beijando.

Quando nos separamos, ele encosta a testa na minha.

— O que você quer fazer? — pergunta, baixo.

— Não sei. O que você costuma fazer quando está aqui?

— Trabalho.

— Isso não é relaxar, Lucas.

— Eu sei — ele dá de ombros. — Mas não sei fazer outra coisa.

— Ivy — ele murmura, como se a pausa fosse uma tortura medieval. — Espera.

— Por quê? — pergunto, voltando a beijar o pescoço dele.

— Porque você ainda deve estar dolorida — responde, sério, me afastando para me encarar. — E mesmo que eu queira… e, porra, eu quero… não vou te machucar só porque não consigo me controlar.

— Estou bem — sussurro, passando a mão pelo peito dele. — Um pouco dolorida, mas… nada que me impeça de querer sentir você de novo.

Lucas fecha os olhos por um segundo, claramente lutando contra si mesmo. Quando os abre novamente, seu olhar se torna sombrio.

— Você vai ser minha ruína — murmura, e me levanta do sofá num movimento só.

Envolvo as pernas na cintura dele enquanto me leva de volta para o quarto, sem parar de me beijar. Quando minhas costas tocam o colchão, ele se deita sobre mim.

— Pela quinta vez hoje — murmura, com um sorriso de canto. — E você ainda quis me chamar de velho.

— Ok, eu estava errada — admito, puxando-o para mais perto. — Muito errada.

— Ótimo — ele responde, beijando meu pescoço. — Porque vou passar o dia inteiro te mostrando o quanto você estava errada.

— Daqui a pouco preciso ir embora — sussurro, tentando resgatar um pouco de juízo.

Lucas se afasta só o suficiente para me encarar. O sorriso some, dando lugar a algo mais sério.

— Fica aqui comigo — pede, acariciando meu rosto. — Só por hoje. Sem pensar em mais nada.

Mordo o lábio, hesitando por um segundo que parece longo demais… e mesmo assim assinto.

Escolho esquecer de tudo e ficar aqui, dentro dessa bolha perfeita que criamos. Mesmo sabendo que a realidade continua lá fora.

E que estou adiando um desastre que já começou.

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