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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 65

Me viro devagar, ainda segurando minha blusa contra o peito, e encontro Lucas me observando da cama, apoiado no cotovelo, com um olhar que parece ler cada pensamento meu.

— Eu… preciso ir ao banheiro — respondo, rápido demais para ser verdade.

Ele arqueia uma sobrancelha, e um sorriso lento se forma nos lábios dele.

— Pensei que fosse fugir de novo — diz, num tom meio brincadeira, meio verdade. — Afinal, parece ser seu hobby favorito quando as coisas ficam… intensas.

— Não, eu… só vou ao banheiro — murmuro, sentindo meu rosto esquentar. — É sério.

Lucas me observa por mais alguns segundos, como se decidisse se acredita ou não. Mas nem espero: praticamente corro para o banheiro, fechando a porta atrás de mim.

Apoio as mãos na pia de mármore e respiro fundo.

O que eu estava pensando? Tentar fugir de novo?

Sim, eu ia. Ia porque preciso pensar, preciso digerir tudo. Porque a noite foi incrível, perfeita, mas… meus pensamentos estão tumultuados demais.

Levanto o rosto, me olho no espelho… e congelo.

Há várias marcas vermelhas espalhadas pelo meu corpo. Nos seios, nas coxas, na cintura, exatamente onde os dedos dele ficaram… bem, a noite inteira.

Meu Deus.

Passo os dedos por uma das marcas no pescoço, sentindo meu rosto queimar.

É impossível esconder o que aconteceu a noite inteira. Mas a pior parte é que, ao invés de me incomodar… eu meio que estou gostando de vê-las.

O que está acontecendo comigo?

Balanço a cabeça, tentando organizar os pensamentos. O que faço agora? Ir embora? Ficar? Conversar?

Aliás, o que se faz depois que essas coisas… acontecem?

Após terminar minha higiene pessoal, respiro fundo e abro a porta.

Lucas continua na cama, mas agora está sentado, mexendo no celular. Quando me vê, deixa o aparelho de lado.

— Agora é sério, Lucas. Preciso ir embora — falo rapidamente. — Daqui a pouco, Oliver acorda e…

— Ivy — ele me interrompe, sentando na cama. — Você trabalha para mim. Posso te dar folga.

— Mas a Sra. Mallory não pode ficar sobrecarregada com…

— Sophia pode ficar com ele hoje — diz, pegando o celular novamente. — Ela adora passar tempo com o sobrinho.

— Não precisa incomodar sua irmã por minha…

Mas ele já está ligando, me ignorando completamente. E, em menos de um minuto, Lucas convence Sophia a ficar com Oliver.

— Pronto. Resolvido — diz, com um sorrisinho vitorioso.

— Você é impossível — murmuro, revirando os olhos.

— E você é péssima em inventar desculpas — rebate, se levantando da cama.

Desvio o olhar imediatamente quando o vejo completamente nu, caminhando tranquilamente até mim.

— Não precisa ter vergonha — ele diz, parando na minha frente. — Nada que você não tenha visto. Várias vezes, inclusive.

— Lucas… — sussurro, sem coragem de olhar para… baixo, e decido mudar de assunto. — Você também vai tirar folga?

— Faz muito tempo que não sei o que é ficar de folga em casa — admite, passando a mão pelos cabelos. — Mas… se você ficar aqui comigo hoje, posso tentar.

— Não sei se isso é uma boa ideia.

Ele segura meu queixo, me fazendo olhar para ele.

— Fica — pede, mais sério agora. — Pelo menos até o café da manhã; depois, faremos o que você quiser.

— Eu… posso pensar no assunto.

— Alguém está com fome — diz, rindo.

— Sua culpa — rebato, sentindo meu rosto queimar. — Você me deixou… exausta.

— Exausta e satisfeita — ele completa, me puxando pela mão. — Vem, vou fazer café da manhã.

— Você cozinha? — pergunto, surpresa.

— Sobrevivo — responde, me levando até a cozinha. — Não espere nada elaborado.

A cozinha é moderna, com bancadas de mármore e uma ilha central, onde fica a pia.

Lucas me senta em um dos bancos da ilha e começa a mexer na geladeira.

— Pode ser ovos mexidos? — pergunta.

— Sim.

Ele assente e começa a andar pela cozinha com uma facilidade surpreendente.

É estranho ver Lucas Sinclair, um bilionário, cozinhando descalço, sem camisa, com os cabelos ainda úmidos do banho.

Parece… normal. Humano.

— Você está me encarando — ele diz, sem levantar os olhos.

— Estou observando… é estranho te ver assim.

— Assim como?

— Normal — respondo, e ele finalmente olha para mim, arqueando a sobrancelha. — Tipo… sem terno, sem aquela postura de CEO. Só… você.

— Porque com você eu não preciso fingir.

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