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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 45

Meia hora depois, chegamos à pista movimentada. O lugar é lindo: montanhas cobertas de neve por todos os lados e pessoas descendo as pistas como se fosse a coisa mais fácil do mundo.

Eric estaciona, e todos descemos do carro.

— Primeiro, a gente precisa alugar os equipamentos — ele explica, apontando para uma loja próxima. — Depois te ensino o básico antes de irmos pra pista.

— Esperamos vocês lá na pista — Sophia avisa, já se afastando com Helen.

Entramos na loja e alugamos tudo o que precisamos. Em seguida, seguimos para a área de treino.

Ao contrário do primo, Eric é paciente. Muito paciente.

Ele explica como posicionar os pés, como manter o equilíbrio, como frear… tudo com calma. E eu descubro rápido que esquiar não é nem de longe tão simples quanto parece.

Sou péssima. Péssima mesmo.

Caio toda vez que tento ficar em pé, mas ele continua me ajudando a levantar, rindo comigo, fazendo parecer mais fácil do que realmente é.

— Você está melhorando! — ele diz, segurando meu braço quando escorrego outra vez.

— Melhorando em cair com mais estilo? — retruco, rindo.

— Exatamente isso — ele concorda, também rindo.

E, pela primeira vez desde a noite passada, consigo relaxar. Passar alguns minutos sem pensar em Lucas. Sem pensar em nada além de não quebrar a cara na neve.

Até que…

— IVY, IVY! EU CHEGUEI!

Me viro devagar e encontro Oliver correndo na minha direção, pulando como se o frio não existisse.

Logo atrás dele… Lucas.

Ele usa um casaco escuro, calça preta e óculos de sol que escondem seus olhos. Mas nem preciso ver seu olhar para saber.

Meu chefe não está nada feliz.

— Oi, Lucas! — Eric acena, animado. — Não sabia que você vinha.

— Nem eu — Lucas responde, seco. — Mas o Oliver não parava de chorar, dizendo que queria esquiar com a Ivy.

— Ah, droga — murmuro, fazendo uma careta. — Desculpa. Sério. Não pensei nisso.

— Pois é — Lucas murmura, tirando os óculos e me encarando diretamente. — Ninguém pensou em pelo menos disfarçar antes de falar de esqui na frente de uma criança que não entende um “não”.

Engulo em seco, sentindo o peso do olhar dele.

— IVY! — Oliver chama, salvando meu sistema nervoso por alguns segundos. — Você vai esquiar comigo?

— Claro, astronauta — respondo, bagunçando o cabelo dele. — Mas você vai ter que ter paciência comigo. Estou aprendendo e sou péssima nisso.

— Tudo bem! Eu também sou péssimo! — ele diz, rindo, completamente feliz.

— Então… — Eric diz, batendo as luvas uma na outra. — Acho que vou ser professor dos dois agora.

Antes que ele dê o primeiro passo, Lucas se aproxima e para ao meu lado.

— Eu fico com o Oliver — diz, num tom prático demais para soar casual. — Você ajuda a Ivy.

— Sério, papai? — Oliver pula no lugar.

— Sério — Lucas responde, já se abaixando para colocar os esquis no filho. — Mas você vai ter que me ouvir. Nada de sair correndo.

— Eu prometo!

— Sei — ele diz, num tom que deixa claro que não acredita nem um pouco.

Eric chega correndo, percebendo tarde demais o quase desastre.

— Tudo bem? — pergunta, completamente alheio à tensão entre nós. — Desculpa te deixar ir sozinha.

— Está tudo bem — respondo, forçando um sorriso. — Só perdi o equilíbrio.

E, como se nada tivesse acontecido, Lucas volta a atenção para Oliver.

— Esquiar é chato — o pequeno reclama. — Eu quero chocolate quente!

— Isso soou como uma ameaça — Eric brinca. — Melhor a gente fazer uma pausa.

Seguimos para uma área próxima da pista, com alguns bancos e uma lanchonete. Sophia e Helen já estão sentadas quando chegamos, cada uma segurando um copo fumegante.

— Isso foi divertido — Helen comenta, sorrindo. — A gente devia fazer isso mais vezes.

— Concordo — Sophia diz. — Ivy, você se saiu muito bem para quem nunca tinha esquiado antes.

— Sobreviver já conta como vitória — respondo, dando um gole no chocolate.

Eric olha o relógio no pulso e depois olha para mim.

— Tem um restaurante ótimo aqui perto, Ivy — ele comenta, animado. — Que tal a gente almoçar depois?

Abro a boca, já procurando uma desculpa convincente. Definitivamente, não quero lidar com Lucas e o mau-humor dele quando sairmos daqui.

— Eu… — começo, mas sou interrompida.

— A Ivy não vai — Lucas corta, calmo demais para a intensidade no olhar.

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