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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 36

Acordo com algo pulando na minha cama.

Abro os olhos, desorientada, e encontro Oliver saltitando no colchão com a energia de alguém que tomou três litros de café puro.

— IVY! ACORDA! É NATAL! — ele grita, pulando ainda mais alto.

— Oliver… — murmuro, a voz pesada de sono. — Que horas são?

— HORAS DE ABRIR PRESENTES!

Tateio a mesinha ao lado da cama até encontrar o celular. A tela se acende: 8h07.

Droga.

Me sento num pulo, completamente acordada agora.

— Dormi demais — resmungo, passando a mão pelos cabelos.

— Eu queria te acordar! — Oliver diz, finalmente parando de pular. — Mas você estava dormindo igual a uma pedra e o papai mandou te deixar em paz!

Congelo, com a mão ainda no rosto.

Ótimo. Além de ter dormido demais, Lucas ainda me viu dormindo.

E, para piorar minha vergonha, provavelmente a família inteira já está acordada lá embaixo, enquanto eu dormia como uma adolescente em férias de verão.

Excelente começo, Ivy.

— Campeão, me dá cinco minutos — digo, saindo da cama. — Vou me arrumar e a gente desce, combinado?

— CINCO MINUTOS! — ele repete, já correndo para a porta. — VOU CONTAR!

E sai, deixando a porta escancarada.

Corro para o banheiro, lavo o rosto às pressas, escovo os dentes e encaro meu reflexo no espelho. Cabelo bagunçado, olhos inchados, cara de quem acabou de acordar…

Perfeito.

Prendo o cabelo num coque improvisado, me visto rápido e saio do quarto antes que Oliver volte gritando meu nome pelos corredores.

Desço as escadas devagar, guiada pelas vozes vindas da sala de jantar.

Risadas, conversas animadas… aquele clima familiar que não reconheço há meses.

Respiro fundo e entro.

A mesa está cheia.

Diana e John ocupam as cabeceiras; Sophia está ao lado de Glenda, irmã de Diana e mãe dos gêmeos. Eric e Helen conversam animadamente entre si.

Lucas está sentado de costas para a porta, mas se vira no instante em que me ouve entrar.

Nossos olhos se encontram por um segundo, mas é tempo suficiente para meu estômago dar aquela volta idiota que ele sempre insiste em dar.

Ele está de suéter cinza-escuro, com o cabelo levemente bagunçado e uma xícara de café na mão.

Tranquilo. Relaxado. Bonito demais para o meu próprio azar.

Desvio o olhar antes que alguém perceba.

— Bom dia — murmuro, sem jeito.

— Bom dia, Ivy — Diana responde, educada. — Dormiu bem?

A palavra babá parece ecoar nos ouvidos de todos, já que todos os olhares se viram na minha direção, rápidos e curiosos.

Engulo em seco, desconfortável com a atenção repentina, enquanto Lucas limpa a garganta e apoia a xícara na mesa. O som é seco demais para ser casual.

— A Ivy está de folga, Blair.

A loira levanta os olhos devagar, como se não esperasse ser contrariada pelo próprio marido, ainda mais na frente de todos.

— Ah… é verdade — murmura, com um sorriso educado. Daqueles que não chegam aos olhos.

O silêncio que se instala é breve, mas pesado. Do tipo que ninguém quer assumir a responsabilidade de quebrar.

— Eu posso ficar com o Oliver, se precisar — digo, antes que o clima natalino desande de vez. — Não me incomoda em nada. Gosto de ficar com ele.

Oliver abre um sorriso orgulhoso, como se eu tivesse acabado de declarar algo óbvio e extremamente importante.

Blair parece considerar a ideia por um segundo. Então desvia o olhar para Lucas e é o suficiente para que ela desista.

Ele não diz nada, nem precisa. O olhar basta para ela forçar outro sorriso.

— Que gentil da sua parte, Ivy — diz, doce demais para ser sincero. — Mas acho que você deve aproveitar sua folga. Tenho certeza de que há pessoas suficientes aqui para ficar de olho no Oliver por algumas horas.

A conversa finalmente volta a fluir, como se nada tivesse acontecido.

Mas logo sinto o peso do olhar de Lucas em mim.

Respiro fundo e fixo os olhos na xícara à minha frente, incapaz de olhar de volta.

Será que fiz errado em me oferecer assim?

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