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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 260

Quando saio do quarto, de cabelo ainda úmido e, finalmente, com uma roupa limpa, o apartamento parece outro.

Mais silencioso. Mais arrumado do que deveria estar para um lugar onde, horas atrás, um homem morreu.

Blake está na sala, de pé, conversando em voz baixa com alguém que eu não reconheço. Alto, ombros largos, postura que lembra a dele, aquele jeito de ocupar o espaço sem precisar de muito movimento.

Paro na entrada do corredor, observando, e o homem se vira antes que eu precise dizer qualquer coisa, como se tivesse sentido minha presença.

— Sophia Sinclair — diz, com um leve sorriso, estendendo a mão para mim. — Elijah Cruz. É um prazer conhecê-la pessoalmente.

Por um segundo, só observo a mão estendida, ainda me acostumando com a sensação estranha de normalidade forçada depois de tudo.

Então caminho até ele e aperto sua mão.

— Você veio assumir as formalidades, acredito — digo, soltando a mão dele. — Ou esse daí não vai sossegar.

— Alguém precisava — responde, tranquilo. — Ele costuma ignorar recomendações médicas com uma consistência impressionante.

— Não ignoro — Blake corta, seco. — Só não vejo necessidade de exagero.

Viro o rosto para ele, arqueando uma sobrancelha.

— Você levou um tiro, Blake.

— De raspão.

Elijah acompanha a conversa em silêncio e, quando volto o olhar para ele, há um sorriso no canto da boca dele.

— Eu deveria estar preocupado com a dinâmica de vocês — comenta, casual. — Mas, honestamente, isso explica muita coisa.

— Explica o quê? — pergunto, estreitando os olhos.

— Por que ele se apaixonou.

Meu coração erra uma batida, e viro o rosto para Blake, devagar. Ele não nega, não corrige, não faz absolutamente nada para desmentir.

Só mantém os olhos em mim, firmes, como se isso já tivesse sido dito há muito tempo, mesmo sem palavras.

Sinto o ar preso no meio do caminho, como se meu corpo ainda não tivesse decidido se reage ou finge que não ouviu.

— Estou fodido — Blake resmunga, por fim, baixo. — Vocês dois se juntaram contra mim em menos de três minutos.

— Precisava de mais? — pergunto, inocente demais.

Ele me olha de lado, mas não responde, o que significa que não tem uma resposta boa o suficiente.

Os dois logo voltam a falar sobre o trabalho, e essa é a minha deixa para voltar para o meu quarto e começar a arrumar minhas coisas.

Graças a Deus, não levo muito tempo, já que não sair de casa fez com que a maioria das minhas roupas nem sequer saísse do closet.

Blake aparece na porta do quarto quando estou fechando a segunda mala.

— Elijah vai cuidar do resto — diz, encostando-se no batente. — Podemos ir.

Assinto e me levanto da cama, olhando para o quarto por um segundo.

Não vou sentir saudades exatamente, mas reconheço que esse lugar guarda uma versão de mim que não existia quando cheguei.

Pego as malas e saio sem olhar para trás. O corredor está vazio.

Os homens já foram, os rastros de tudo que aconteceu foram removidos com uma eficiência que ainda me impressiona, mesmo tendo vivido semanas dentro dessa estrutura.

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