O kalel também tentou me agredir com palavras, mas eu não dei a mínima, ele só estava frustrado porque a Valentina não estava o obedecendo, até que ele ameaçou de ir embora no dia seguinte ao aniversário dela, o que deixou a Valentina completamente abalada e sem reação.
Depois que o Kalel se retirou da cozinha, ela desabou a chorar.
Valentina: Vocês viram? Ele não me deixa fazer minhas próprias escolhas, além de não me apoiar em nada.
Marlon: Não fica assim meu bem, isso é coisa de pai, todos são iguais.
— Nem todos, o meu nem lembra que eu existo, quem dera se eu recebesse do meu pai metade da atenção que a Valentina recebe.
Valentina: Qual o seu problema Sofia? Vai ficar defendendo ele agora?
— Eu não estou defendendo Valentina, só acho que você está pegando pesado demais.
Valentina: Isso foi ideia sua, não seja hipócrita.
Eu fiquei em silêncio, realmente a ideia tinha sido minha, eu a influenciei a confrontar o Kalel, a culpa de todos os problemas do Kalel era minha.
— Eu só queria uma única coisa dele, e ele não estava me dando, custava me dar? Pensei.
Marlon: Bom, vamos deixar os problemas de lado, onde eu vou dormir?
Valentina: Na casa de hóspedes tio, deixa que eu te levo lá.
Eles se levantaram e a Sofia não me chamou pra ir, ela acabou ficando com raiva de mim também.
Eu caminhei até o escritório do Kalel e bati na porta, eu sabia que o Kalel estava abalado psicologicamente, e era a minha chance de conseguir mexer com o juízo dele ainda mais, parecia desumano, eu tinha noção disso, mas eu não estava disposta a abrir mão do amor dele, eu o faria se apaixonar por mim e já tinha o cara perfeito pra provocar ciúmes nele, eu usaria o Marlon.

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