KALEL
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Os gemidos da Sofia ecoaram pelo escritório, e eu estava a um passo de cometer um crime, eu nunca tive pensamentos assassinos, mas a morte seria a única solução pra acabar de vez com o problema.
Eu lutei muito pra não contribuir com toda essa loucura, eu lutei pra não ceder, lutei pra não me masturbar pensando nela, mas foi em vão, o meu pênis estava tão duro, e eu passei tanto tempo ignorando a minha excitação, que os meus ovos já estavam doendo.
Eu entrei no banheiro do próprio escritório, coloquei o meu pênis pra fora e coloquei pra ouvir novamente a mensagem da Sofia, enquanto ela gemia falando o meu nome, eu fazia movimentos de vai e vem, quando ela disse que iria gozar, eu gozei também.
— Haaa, que ódio! Esbravegei, enquanto a vergonha e a ira tomavam conta de mim.
Eu me limpei, lavei as minhas mãos e fui pro meu quarto, pouco tempo depois eu ouvi a Valentina chegar e entrar no quarto dela, ela não me chamou e eu agradeci mentalmente por isso, eu não tive coragem de encarar a minha filha depois de ter batido punheta pensando na amiga dela.
No dia seguinte eu acordei tão cedo que nem a empregada havia chegado ainda, eu mesmo fiz o meu café e depois fui pro hospital pra solicitar a minha licença.
Eu tive que falar a verdade, falei que precisava de um tempo pra organizar a minha mente, e tudo saiu melhor do que o esperado, eu acabei conseguindo antecipar as minhas férias e teria tempo de sobra pra organizar a minha vida e os meus sentimentos.
Eu remarquei algumas consultas, transferi as urgentes pra outro médico, organizei alguns relatórios, atendi algumas pacientes que já estava me aguardando e depois fui embora me sentindo bem mais leve.
Bem la no fundo eu sabia que o meu maior medo era que todos os problemas que eu estava passando refletisse na minha profissão.
Quando fui pra casa, o dia nem havia terminado ainda, a Valentina chegou da escola, ela estanhou o fato de eu estar tão cedo em casa.
Valentina: Que milagre é esse? O senhor nunca chega cedo.
— Eu tirei férias, vamos ter tempo de sobra pra fazermos coisas de pai e filha, e ainda tem o seu aniversário de 18 anos que está chegando e eu faço questão de estar presente em toda a preparação.
Valentina: Você tá falando sério?
Ela perguntou já com os olhos cheios de lágrimas, eu não tinha a mínima ideia que a minha presença fazia tanta falta pra ela.
— Estou meu amor!
Ela me abraçou, e eu me dei conta do quanto eu estava sendo falho com ela, e passei a entender que na minha ausência, ela não teve outra escolha a não ser se apegar a depravada da Sofia.
A noite fomos ver um jogo de futebol, eu pedi pra ela desligar o celular e eu desliguei o meu, eu não queria correr o risco da Sofia ligar pra ela e que interferisse no nosso momento juntos, e nem quereria que ela tivesse espaço pra encontrar formas de dormir na nossa casa.
Eu era adulto e pai de uma garota maravilhosa, que tinha tudo pra se dar bem na vida de acordo com tudo o que eu havia ensinado pra ela, e eu não iria medir esforços pra protegê-la de qualquer pessoa que viesse manipular o seu caminho.

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