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A AMIGA DA MINHA FILHA romance Capítulo 13

SOFIA

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Quando o dia amanheceu eu não tinha ideia do que me aguardava, a empregada bateu na porta do quarto avisando que o Kalel estava nos esperando pro café, o que pra mim foi estranho pois conhecendo o Kalel do jeito que eu conhecia, a última coisa que ele iria querer era tomar café comigo.

Eu estava magoada, as palavras dele dizendo que nada iria acontecer entre a gente, me fez sentir uma raiva esmagadora, mas em compensação, tudo me deu ainda mais impulso pra continuar lutando pra tê-lo, eu não iria me permitir fracassar.

Assim que chegamos na cozinha, eu dei bom dia pra ele e ele respondeu como sempre, nem olhou na minha cara, foi então que percebi que algo estava prestes a acontecer.

Quando ele foi questionado pela Valentina sobre o que ele tinha, ele começou a entrar em um assunto que de início eu pensei que iria revelar pra ela o que eu havia aprontado, ele olhou pra mim e me viu assustada, pois eu não consegui esconder o quanto eu estava com medo de ser desmascarada e o meu plano ir pro buraco de vez, mas então ele disse que não me queria mais na casa dele, que não estava tendo privacidade e apesar dele ter me dito que aquela era a última noite que eu dormia na casa dele, eu não achei que ele realmente iria fazer algo a respeito.

Eu me senti rejeitada e humilhada, como se eu realmente fosse uma vítima, coisa que eu não era, mas foi assim que me senti.

Ele foi tão firme nas palavras dele, e o olhar dele em minha direção foi tão frio que tudo o que eu queria era ir embora, mas quando eu me levantei a Valentina me segurou e confrontou a decisão do pai dela, dizendo que a casa também era dela.

O Kalel disse pra eu ficar o tomar o meu café pois ele já estava de saída, mas quando a Valentina disse que depois eles iriam ter que continuar a conversa, ele foi bastante grosso com ela e mandou ela o obedecer e não o questionar.

Ver tudo aquilo de perto fez eu ser consumida por um espírito de vingança, não se tratava só de tê-lo ou não, mas passou a se tratar de fazê-lo me desejar tanto, ao ponto dele perder o juízo, e eu usaria o golpe mais baixo que eu pudesse usar.

Eu não queria ter chorado na frente dele, eu não tinha controle sobre meus sentimentos, mas iria buscar ter.

Valentina: Senta amiga, não fica assim, isso tudo deve ser só o estresse pelo trabalho, olhar um monte de vaginas e chegar em casa e não ter uma esperando por ele deve ser frustrante.

A Valentina falou assim que o pai dela saiu.

— Como assim vaginas? Seu pai não é médico?

Valentina: Sim, médico ginecológico, ele trabalha naquele hospital particular que fica próximo da praça de piqueniques.

Eu sentei e limpei as lágrimas do meu rosto, e eu percebi que era o momento perfeito pra eu falar sobre a minha família, afinal com essa nova informação, eu não poderia deixar de dormir na casa deles, não depois de saber que ele realmente poderia estar estressado pela falta de sexo, e não só pelas minhas atitudes.

Eu sempre soube que ele era médico, mas eu nunca perguntei que tipo de médico ele era, e saber que ele lidava com mulheres diariamente fez eu sentir um pouco de ciúmes.

O melhor jeito de continuar frequentando a casa deles era fazer a Valentina sentir pena de mim, embora os motivos fossem em parte reais, eu odiava mesmo a minha casa.

— O seu pai tem razão Valentina, eu estou ficando muito tempo aqui e eu tenho casa, mas é que a minha família...

Eu dei uma pausa, tentando fazer a situação ficar um pouco mais dramática.

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