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A Amante que Virou Cunhada romance Capítulo 72

Na verdade, Margarida havia deixado a casa da família Carvalho não por medo de Leonor, ela só foi embora porque já tinha um encontro marcado com Vicente e o tempo até a coletiva estava ficando cada vez mais curto.

Enquanto Augusto e Leonor tratavam dos próprios interesses nos bastidores, Margarida precisava, junto de Vicente, elaborar os últimos detalhes da estratégia deles para o dia da coletiva.

Respirou fundo, ela ajustou a máscara para esconder o rosto e seguiu até o café combinado. Não era por acaso, pois seu nome estava em todas as rodas de fofoca, e, para evitar confusão, toda precaução era pouca.

Só que, naquele fim de tarde, parecia que a cidade estava ainda mais lotada. Esperando o semáforo abrir, Margarida se viu cercada por um grupo de jovens que riam alto e tomavam conta da calçada. Ela tentou se afastar, mas, de repente, uma garota de visual marcante esbarrou nela e, ao se enroscar sem querer, acabou puxando e tirando a máscara do seu rosto.

— Ei, presta atenção por onde anda... peraí! Eu conheço você! Não é a Margarida, aquela do escândalo na internet?

A intenção era reclamar, mas assim que percebeu quem era de verdade, a menina soltou um grito que logo chamou a atenção de todos ao redor.

— Espera, essa não é a Margarida? Aquela garota que se meteu entre o Augusto e a Leonor?

— É ela mesma! Não foi o Augusto que mostrou a foto dessa mulher em rede nacional? Todo mundo ficou comentando como ela tinha uma beleza de outro mundo, mas olhando aqui, é igualzinha!

— É verdade. Que desperdício, viu... Tanta beleza só para virar a amante no meio do rolo dos outros. Vergonha paras mulheres!

— Peguem todos.

A voz gelada, cada sílaba cheia de autoridade, ecoou e, em questão de segundos, vários seguranças de preto cercaram o grupo, dominando o agressor, que logo foi contido no chão entre gritos.

Antes que conseguisse entender direito o que estava acontecendo, Margarida já não via mais nada. Vicente a envolveu com o casaco e a carregou para longe daquela confusão, afastando-a dos insultos e da multidão até que, envolta pelo cheiro de café, percebeu que estava numa sala privativa, a salvo.

Quando enfim Vicente a colocou no chão, Margarida pôde respirar aliviada. Bastou ver o rosto dele para perceber que, mais uma vez, ele tinha chegado no momento exato, não só a protegendo, mas mostrando que ninguém poderia feri-la impunemente.

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