— Cunhada.
Ele assentiu levemente, com a voz calma. — Vim sem avisar, desculpe a intromissão.
Helena levantou-se apressada, arrumando inconscientemente a roupa e o cabelo: — Por que veio de repente? Já jantou? Sente-se, sente-se...
Diana já se levantara com um sorriso e foi até Otávio quase pulando de alegria: — Tio!
Ela se jogou natural e familiarmente nos braços dele e lhe deu um abraço leve. Quando ergueu o rosto, seus olhos estavam cheios de alegria e admiração indisfarçadas: — Tio, eu gostei muito do colar que você me deu. Obrigada!
Otávio deixou que ela o abraçasse. O rosto dele não mostrava expressão, e apenas murmurou: — Hm.
Lorenzo também se levantou e o cumprimentou educadamente: — Tio.
O olhar de Otávio virou-se para ele, examinou-o de cima a baixo, e os cantos de seus lábios se curvaram em um leve sorriso: — Lorenzo cresceu. Está mais maduro do que na mesma época do ano passado.
Ele fez uma pausa e adicionou, insinuando algo: — Na escola, devem ter muitas garotas que gostam de você, não é?
A pergunta foi abrupta, até um tanto ofensiva.
Lorenzo franziu a testa, sentindo uma hostilidade inexplicável.
Mas ele não demonstrou, apenas respondeu calmamente: — O tio está brincando.
Otávio sorriu, não olhou mais para ele e virou-se para Helena: — Vim hoje entregar a Carta de Matrícula de Isadora para o Colégio Verdes Mares.
O assistente tirou um envelope delicado de sua pasta e o colocou sobre a mesa.
O olhar de Otávio varreu a sala de jantar e ele perguntou casualmente: — Onde está Isadora? Por que ela não desceu para comer?
O ar congelou na mesma hora.
O sorriso de Diana congelou e os dedos dela agarraram as próprias roupas inconscientemente.

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