Ela se abaixou e procurou no banco de trás.
O motorista parou do lado de fora, acendeu um cigarro e não olhou para ela.
Isa esticou a mão em direção à saída do aquecedor no banco da frente. Usando o corpo como escudo, tirou o pacote de pólen da sacola de papel com rapidez e sacudiu os dedos.
O pó amarelo se dissipou no ar em um instante.
Ficou incolor e sem cheiro, misturado na saída do aquecedor, invisível a qualquer pessoa.
— Achei. — A voz da garota demonstrou alegria.
O motorista deu uma olhada rápida, sem falar nada.
Isa fechou a porta e andou até a mansão. Ao chegar na entrada, ela olhou para o carro.
O motorista ainda fumava. Uma faísca piscava na noite.
Isa curvou os lábios e sorriu.
O sorriso foi sutil e desapareceu.
Uma alergia a pólen não era o fim do mundo, mas também não era brincadeira, e se ocorresse durante a direção...
Seria bem divertido.
-
Na sala, Helena bebia chá no sofá.
Ao ver as duas entrarem, ela abaixou a xícara e mirou primeiro em Diana.
— Voltaram. — Seu tom de voz era suave.
Diana foi até a mãe, sentou-se ao seu lado e tirou a caixa de veludo da bolsa.
— Mãe, olhe, o Sr. Otávio me deu.
A caixa se abriu, e o colar de pérolas emitiu um brilho suave sob o lustre da sala.
Os olhos de Helena brilharam. Ela pegou o colar e o analisou de perto.
— Este é o do leilão do mês passado?
— Sim. — Diana tinha um sorriso no rosto. — O Sr. Otávio disse que é um prêmio para comemorar a minha vitória na competição.
Helena observou de perto, com um sorriso de aprovação nos olhos. — O Otávio é atencioso. Este colar combina com você. E deixou a pele da nossa menina mais clara.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: 500 Reais pelo Fim: A Entrega Amarga da Ex-Favorita