Isa parou de andar: — Acha que eu não devia discutir?
— Ela apenas não sabia quem você era.
— Não saber a minha identidade dá a ela o direito de diminuir as pessoas? — Isa questionou suavemente. — E se hoje não fosse eu parada aqui, mas sim alguém que realmente possui negócios com os Drummond? Quantos problemas o que ela disse poderia trazer para a família?
Diana estagnou.
— Eu não estou me defendendo — Isa a olhou, com os olhos claros. — Estou preservando o prestígio da Família Drummond. Se uma garçonete consegue suspeitar dos clientes tão facilmente, como as outras pessoas enxergariam os Drummond se a história se espalhasse? Como enxergariam o Sr. Otávio?
Diana se calou.
— Além disso — Isa sorriu bruscamente. — Ela não está de todo errada. Com as minhas origens, é normal me entenderem mal.
O motorista era o mesmo de ontem à noite. Ao ver Diana, abriu a porta com respeito.
— Srta. Diana.
Ele não prestou atenção em Isa.
Diana foi a primeira a entrar, e Isa a acompanhou para o banco de trás.
A porta se fechou. O motorista deu a partida no motor e ligou o aquecedor. A temperatura na Cidade do Mar havia diminuído nos últimos dias, o clima estava um tanto frio.
Isa mirou as aberturas do aquecedor com um sorriso nos lábios.
O carro seguiu suavemente para fora do estacionamento subterrâneo do Liujin.
Diana encarou as luzes da cidade do lado de fora pela janela, e perguntou de modo casual: — Isadora, conversou o quê com o Sr. Otávio hoje?
— Nada, apenas discutimos sobre o Porto Sul. — Isa respondeu com facilidade.
— Por que o Sr. Otávio quis vê-la tão subitamente?
— Talvez estivesse preocupado se eu estava me adaptando depois de me mudar para cá. — Isa virou o rosto para o vidro.
Era nítido que Diana não engoliu a desculpa, mas resolveu não interrogar mais e mudou de rumo.
Ela pensou um momento: — O Sr. Otávio estava bem-humorado hoje?
Isa: — Bastante.
Diana perguntou baixinho: — Ele te falou algo sobre mim?
Isa olhou para o rosto triste dela, e seus lábios se curvaram: — Mencionou sim, e disse que você é muito boa.
Diana pressionou os lábios.
Isa iniciou a conversa: — Você gosta tanto assim do Sr. Otávio?
O coração de Diana saltou. Ela olhou para a irmã através do retrovisor: — Por que a pergunta?
— Porque parece que você liga muito para o que o Sr. Otávio acha de você — A voz de Isa soou suave. — Fica sempre tensa cada vez que falamos dele.
O rosto de Diana parecia um pouco travado: — Ele é da família, é o certo se importar.
— É só alguém da família? — Isa perguntou, agindo inocente.

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