Na manhã do dia seguinte, a luz do amanhecer passava através das cortinas transparentes, projetando manchas de luz difusas sobre o piso de madeira.
Isadora acordou muito cedo.
Ela puxou as cortinas, e a abundante luz do sol jorrou para dentro.
Na penteadeira, o conjunto completo de maquiagem que Helena mandara preparar estava organizado.
Isadora abriu os frascos e potes, cuidando da pele e aplicando maquiagem.
Ela tinha uma pele muito boa e quase não precisava usar base, apenas uma fina camada, revelando a cor saudável e os contornos muito limpos por baixo.
Uma beleza natural.
Diferente da fofura doce e ingênua de Diana, as feições dela tinham uma elegância muito mais distante e nobre. Ela não era uma flor de estufa mimada, mas uma rosa selvagem que passara por tempestades e vento sozinha, ainda mantendo-se vívida e deslumbrante.
A empregada bateu à porta e entrou para limpar o quarto.
— Senhorita Isadora, vai tomar o café da manhã lá embaixo ou no quarto?
Isadora estava no último passo de sua maquiagem, aplicando batom e curvando os lábios.
— Lá embaixo.
Ao sair, coincidentemente se encontrou com Diana, que saía do quarto ao lado.
Ela usava um pijama amarelo claro, os cabelos presos frouxamente, expondo a testa limpa. Ao ver Isadora, deu um sorriso radiante e sem nuvens.
— Irmã, bom dia!
— Bom dia. — respondeu Isadora com um sorriso.
Como diz o ditado, não se bate em alguém que está sorrindo.
As duas desceram as escadas lado a lado.
Helena tinha acabado de voltar do Pilates matinal, vestindo roupas de ginástica que lhe caíam bem. Sobre a mesa de jantar na frente dela, havia um copo de suco prensado a frio de couve, aipo, espirulina e um pouco de abacaxi.
Lorenzo também já estava sentado à mesa, com café e um café da manhã simples à sua frente.
Ao ouvir o ruído, Helena ergueu a cabeça e olhou. Seu olhar pousou em Diana, e suas sobrancelhas franziram com preocupação imediatamente: — Diana, por que está com a aparência tão ruim? Não dormiu bem ontem à noite?
Ela estendeu a mão e puxou Diana para mais perto; o movimento foi natural e íntimo.
Diana se aninhou suavemente, sua voz trazendo um pouco de fadiga suave e um traço de mágoa imperceptível: — Também não sei o que aconteceu, mãe. Ontem à noite, fiquei sentindo que havia pequenos barulhos no corredor ou no quarto ao lado. Acordei umas três ou quatro vezes, talvez seja porque meu sono é muito leve.
Ao falar, ela ainda esfregou levemente as têmporas.
Tinha uma aparência de dar pena.
— Barulhos?
As sobrancelhas de Helena se juntaram, e o desagrado perpassou seu rosto bem cuidado.
Ela virou-se para Isadora, que estava parada quietamente a alguns passos de distância. A temperatura de seu olhar despencou: — O que você ficou fazendo no seu quarto ontem à noite? Por que ainda fez barulho depois das dez, atrapalhando o descanso de Diana?
Isadora havia acabado de lançar um leve olhar a Lorenzo.
Ao ser chamada por Helena, ela desviou lentamente o olhar e olhou para sua mãe autoritária.
Ela não se defendeu na mesma hora; apenas arregalou ligeiramente os olhos e exibiu um traço perfeitamente medido de choque e inocência no rosto.
Como se não esperasse essa acusação repentina.
Seu silêncio transformou-se em culpa aos olhos de Helena.

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