Ela olhou para aquelas palavras, com os dedos parados sobre a tela.
Depois de um momento, respirou fundo e digitou com certa força.
Isadora: — Eu me refiro à idade.
Desta vez, o silêncio do outro lado foi mais longo.
Longo o suficiente para Isadora pensar que ele não responderia mais ou que a bloquearia.
Finalmente, uma nova mensagem apareceu na caixa de diálogo.
X: — 23.
Um número seco.
Isadora piscou e respondeu de forma simples: — Ah.
O sinal do fim da aula tocou no momento certo, salvando a sala cheia de alunos sonolentos.
Valentina acordou com o som e esfregou os olhos, confusa.
O celular sob sua mão vibrou.
Ela o pegou, olhou com os olhos semicerrados e soltou um som de surpresa, despertando completamente.
Ela cutucou Isadora, que estava guardando suas coisas ao lado.
— Isadora, meu primo mandou uma mensagem dizendo para você ir direto para o Auditório Verdes Mares se preparar depois da aula. — Ela coçou a cabeça, murmurando confusa: — Estranho, por que ele não mandou direto para você? Fez todo esse caminho para eu avisar...
Isadora estava pegando com cuidado a sacola com a roupa de dança.
Ao ouvir aquilo, parou por um instante.
Ela apertou os lábios e baixou os cílios, escondendo a emoção que passou por seus olhos.
Pensou que era melhor ele não ter mandado direto para ela.
— Entendi, obrigada. — Isadora sorriu para Valentina e se levantou com a sacola.
Valentina se animou na hora, fez um coração com as mãos acima da cabeça para Isadora e sorriu abertamente: — Boa sorte, Isa! Você será a melhor! Estou torcendo por você!
O sorriso de Isadora aumentou e ela agradeceu sinceramente: — Sim, obrigada.
Ela se virou e saiu da sala.
—
O poder financeiro do Colégio Verdes Mares ficava evidente na reforma do auditório.

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