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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 95

Fernando Duarte não entrou no carro da família Duarte, preferiu caminhar até a beira da rua para chamar um táxi.

Quando se abaixou e já estava se inclinando para dentro do carro, foi puxado bruscamente por Vanessa Laranjeira, que dispensou o táxi com um gesto firme.

— Agora você vai ficar de birra com sua mãe por causa de gente de fora? — questionou Vanessa com uma voz fria.

Fernando respirou fundo, tentando argumentar com calma.

— Mãe, desde pequeno eu sempre obedeci, fiz tudo o que você pediu, fui o filho exemplar que você esperava. Será que nem por isso eu posso ter um pouco de liberdade, só dessa vez?

Vanessa Laranjeira soltou uma risada forçada, cheia de irritação.

— Liberdade para se perder junto com um bando de desocupados? É isso que você chama de liberdade?

— É só uma saída, mãe! Eu já te prometi, é só hoje! E ainda por cima, o Erick Rocha e o Miguel Peixoto vão estar lá também. Você quer mesmo que eu passe vergonha na frente dos meus amigos?

Enquanto falava, os olhos de Fernando se avermelharam, a emoção reprimida ameaçando explodir.

— Agora você está satisfeita? Depois de hoje, talvez eles nunca mais me chamem pra nada, porque você aparece do nada, igual uma bomba, pronta pra estragar qualquer clima.

Vanessa Laranjeira o olhou com desprezo.

— Aquela turma da Zoé Santos, do Bento Passos, do Kauê... Eu faço questão que nunca mais te procurem! Eles não têm nível pra serem seus amigos!

A respiração de Fernando era trêmula, sentia-se sufocado, como se estivesse se afogando, preso numa gaiola invisível.

Vanessa continuou, gelada:

— Se eu não tivesse confundido, achando que a festa hoje era da Talita Santos, nem teria deixado você voltar tarde.

— Olha o tipo de gente que anda com a Talita Santos, e depois compara com quem está sempre ao redor da Zoé.

Ela se lembrou, na hora de sair, dos dois homens adultos, de aparência marcante, que tinham chamado sua atenção.

Bento Passos, sempre envolvido em negócios de reputação duvidosa, cercado de gente suspeita.

Se não fosse a Zoé levando Fernando para perto de Bento Passos, aquele tipo de gente nunca teria sequer chance de cruzar com seu filho.

Talita Santos era respeitada pelos grandes nomes de Cidade Capital, até o Sr. Pedro Soares iria ao aniversário de dezoito anos dela.

Já Zoé Santos, só se cercava de gente sem nenhum futuro, verdadeiros marginais.

Era uma diferença abismal.

Quanto mais Vanessa pensava, mais temia que o filho acabasse se corrompendo ao lado de Zoé Santos.

Ordenou com voz dura:

— A partir de hoje, quero você longe da Zoé Santos!

Artur Lacerda e Tomás Santos responderam com respeito:

— Sim, vovô.

— Talita, já experimentou o vestido? — Sr. José se voltou para a neta.

Saber que até detalhes como o vestido eram acompanhados de perto pelo avô fez Talita se sentir ainda mais valorizada.

Afinal, o filho da família Soares e até o diretor da escola a tratavam com deferência, nada mais justo que o avô também se importasse.

Talita sorriu docemente:

— Vou experimentar daqui a pouco, vovô.

Sr. José assentiu satisfeito.

Patrícia Lacerda olhava com orgulho para os três filhos já crescidos e a filha tão promissora, radiante de felicidade.

Sr. José voltou-se para Thiago Santos:

— Thiago, a Zoé saiu hoje para se encontrar com amigos, me ligou avisando que vai chegar tarde. Não se esqueça de lembrar a ela das responsabilidades para amanhã.

O semblante de Patrícia Lacerda, antes tão alegre, escureceu ao ouvir o nome de Zoé Santos, deixando transparecer, ainda que por um instante, uma ponta de irritação.

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