Na esquina do beco, cinco ou seis pessoas estavam paradas, dispersas.
Usavam o uniforme do Colégio Lumiar, acabavam de sair da aula, e dividiam cigarros entre si.
De longe, o grupo avistou um estudante vestindo o uniforme do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Cidade H se aproximando, e apertaram os olhos para enxergar melhor.
Quando a pessoa se aproximou e puderam ver claramente o rosto de Zoé Santos, o olhar de todos brilhou instantaneamente.
Os dois colégios ficavam em frente um ao outro, não havia segredos. Pela manhã, já tinham ouvido falar: uma garota nova, de beleza impressionante, havia acabado de se transferir para o Cidade H.
Era a irmã da Talita Santos.
Pelo rosto, não havia dúvidas.
Vários pares de olhos fixaram-se em Zoé Santos, examinando-a dos pés à cabeça e de volta ao olhar.
O rapaz de cabelo tingido de amarelo, com o cigarro pendurado no canto da boca, abriu um sorriso torto.
— Perdeu o caminho, irmãzinha?
Zoé Santos usava fones de ouvido, respondendo mensagens no celular, e seguiu caminhando sem se importar.
De repente, uma mão segurando um cigarro surgiu à sua frente, bloqueando a passagem.
Zoé Santos ergueu levemente seus olhos negros e frios, lançando um olhar lateral para encarar um par de olhos astutos e insolentes.
O outro riu com descaramento:
— Vai ignorar? O irmão está falando com você, sabia?
Zoé Santos tirou os fones de ouvido. Seus dedos longos e pálidos chamaram atenção pela beleza.
O olhar do rapaz ficou vidrado, sem piscar, e o sorriso se tornou ainda mais vulgar:
— No seu colégio não te falaram onde não pode ir? Ou você sabe muito bem o que é esse lugar e veio aqui de propósito, só para se divertir?
A voz de Zoé Santos era fria e distante:
— Estou procurando alguém. Por favor, dê licença.
A educação no tom, somada ao charme distante e difícil de se alcançar, fez o grupo rir de maneira ainda mais debochada.
— Procurando quem? Quer companhia? O irmão pode ajudar.
O canto da boca da garota desenhou um leve sorriso gélido, repleto de desdém, enquanto ela dizia, com tom displicente e perigoso:
— Não consegue controlar os olhos, nem as mãos. Se não consegue sozinho, posso resolver isso por você.
— Sua... — ele começou a xingar.
De repente, o cabelo dele foi agarrado com força, a cabeça empurrada para baixo, e o som seco do impacto entre o crânio e o joelho de Zoé Santos ecoou pelo beco.
— AAAAAH!
Todos ouviram o grito lancinante do rapaz, que foi arremessado por Zoé Santos com um chute violento.
Com um estrondo, ele caiu no chão, o rosto e a cabeça cobertos de sangue. O sangue escorria pelo canto da boca, e a dor no peito e na cabeça o fez se encolher, incapaz de pronunciar qualquer palavra.
Os outros, que estavam encostados na parede de forma displicente, empalideceram. Pegaram tacos de beisebol e avançaram com ferocidade.
O rapaz da frente sentiu seu taco ser arrancado do ar por uma força surpreendente, incapaz de movê-lo.
No segundo seguinte, nem conseguiu acompanhar o movimento de Zoé Santos; sentiu um formigamento na mão, e o taco já estava nas mãos dela.
Olhou assustado e só teve tempo de ver, no rosto da garota, um sorriso gelado, quase assassino, antes de o taco acertar com força o lado do seu pescoço.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...