O segundo filho da família Assunção, Sílvio Assunção, lançou um olhar surpreso sobre o grupo da família Santos, todos imóveis como esculturas, enquanto seus olhos brilhavam com um sentimento difícil de decifrar.
Thiago Santos foi o primeiro a se recompor e convidou todos a entrarem na mansão.
Os empregados serviram café.
Era a primeira vez que o Sr. José se encontrava frente a frente com uma das famílias mais tradicionais da Cidade Capital; sua mão, apoiada na bengala, estava visivelmente tensa.
Apesar disso, manteve uma aparência serena e tranquila.
— Pequenas desavenças entre os jovens... não era necessário incomodá-los com a sua presença.
— O senhor me enaltece, Sr. José. Antônia Costa fez acusações graves e falsas. É justo que a família Assunção venha pessoalmente pedir desculpas — respondeu com firmeza o representante da família Assunção.
Dona Raquel Assunção, constrangida, completou:
— Além disso, se é apenas uma pequena desavença ou não, só quem pode dizer é a própria senhorita Zoé, que está envolvida diretamente.
Ronaldo Assunção, com sinceridade, declarou:
— Basta que a senhorita Zoé aceite as desculpas de Flávia Costa e Antônia Costa por seus erros. Não importa o que ela peça da família Assunção, faremos de tudo para satisfazê-la.
Ao falar isso, ele puxou discretamente Flávia Costa para junto de si.
Flávia Costa, pálida, com a cabeça baixa, murmurou:
— ...Sim, contanto que a senhorita Zoé aceite minhas desculpas e poupe a família Assunção, farei o que for preciso para reparar meu erro.
O Sr. José observou o tom submisso de todos, sentindo-se atordoado.
Os outros membros da família Santos estavam ainda mais boquiabertos.
Pediram para Zoé Santos poupar a família Assunção?
O que Zoé Santos teria feito?
Como ela, afinal, teria capacidade para enfrentar os Assunção?
Dona Raquel Assunção, percebendo a situação, semicerrrou os olhos, um brilho sutil e enigmático passando por seu olhar.
Huang Lizhi, atento, vinha observando como a família Santos reagia ao ouvir o nome de Zoé Santos.
Agora tinha certeza: Zoé Santos não era bem quista na família Santos.
Além disso, eles pareciam ignorar totalmente as capacidades de Zoé Santos.
Vovó Amanda Lacerda deixou o olhar percorrer o grupo do Sr. José, difícil dizer se estava decepcionada ou apenas se sentindo irônica.
— Os Assunção, ao menos, sabem respeitar Zoé mais do que vocês, seus próprios parentes. Eles ao menos sabem distinguir o certo do errado.
Dizendo isso, a senhora virou-se e saiu, sem se importar com a expressão dos presentes.
Jorge foi atrás dela e, já no carro, comentou:
— A senhorita Zoé está no Hotel Celestial.
Enquanto estavam na casa dos Santos, Jorge, instintivamente, não quis revelar o paradeiro de Zoé Santos àqueles familiares.
Se quisessem saber, que procurassem por conta própria.
Inicialmente, pensou que o patriarca dos Santos fosse capaz de agir com justiça.
Talita era uma moça exemplar, mas Zoé Santos era neta de sangue — pedir apenas igualdade não deveria ser nada difícil.
Mas, no fim, não podia contar com ninguém.
Jorge concordou com a cabeça.
— E devemos trazer a senhorita de volta para a família Lacerda?
— Amanhã você vai comigo encontrá-la, ouvir o que ela pensa.
Vovó Amanda explicou:
— Hoje ela provavelmente está comemorando o aniversário com amigos no Hotel Celestial. Não vamos atrapalhar os jovens. Ah, prepare um cartão para mim.
— Sim, senhora.
……
Dona Raquel Assunção, entendendo a situação da família Santos e percebendo que ninguém ali tinha ascendência sobre Zoé Santos, não insistiu.
— Sr. José, onde está agora a senhorita Zoé? Queremos pedir desculpas pessoalmente.
O Sr. José recorreu à resposta de Thiago Santos:
— Zoé saiu para encontrar amigos. Ainda não voltou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...