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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 127

Abner Pedrosa não estava com uma expressão agradável.

Flávia Costa e Antônia Costa, por outro lado, finalmente respiraram aliviadas.

Com a postura atual de Abner Pedrosa, o destino de Zoé Santos certamente não seria dos melhores.

No andar de cima.

O assistente especial já aguardava na porta do camarote, aproximando-se rapidamente.

— Sr. Daniel Farias, Sr. Abner.

Abner Pedrosa assentiu e ordenou:

— Leve-as para outro camarote e peça para que Felipe Batista venha falar comigo. Vou cumprimentar os senhores primeiro.

— Sim, senhor.

Flávia Costa abriu a boca, querendo dizer algo.

Abner Pedrosa olhou para ela:

— Vocês podem pensar no tipo de compensação e pedido de desculpas que desejam de Felipe Batista.

Flávia Costa olhou para o rosto de Antônia Costa:

— Antônia está no meio artístico agora, Sr. Abner deve compreender a importância do rosto para ela.

Abner Pedrosa respondeu friamente:

— Então, depois que Zoé Santos compensar os prejuízos, que devolva o tapa que a Srta. Costa levou — em dobro.

Antônia Costa não conteve a emoção:

— Muito obrigada, Sr. Abner.

No olhar de Antônia Costa passou um ódio enojado; não queria apenas o dobro, queria ver Zoé Santos em situação ainda pior!

Daniel Farias semicerrava os olhos.

……

O camarote no segundo andar havia sido reservado especialmente para o ilustre Abner Pedrosa.

Uma parede inteira de vidro espelhado permitia observar tudo o que acontecia no andar de baixo.

Leandro Drummond, pela primeira vez, viu Zoé Santos se envolver numa briga.

Seus movimentos eram precisos e impiedosos.

Quando Antônia Costa tentou se soltar, Zoé Santos simplesmente segurou sua cabeça e a pressionou contra a mesa, dosando a força para que, naquela fração de minuto, Antônia perdesse a capacidade de reagir, sem perder a consciência — precisando ouvir toda a zombaria e humilhação.

Não era à toa que Pedro Soares a chamava de “demônio de carne e osso”.

Agora, o “demônio” estava recostada numa poltrona, pernas cruzadas, limpando as mãos com um lenço umedecido.

Parecia uma fera selvagem, elegante e cruel, lambendo as próprias garras após a caçada.

Nesse momento, a porta do camarote se abriu.

Daniel Farias e Abner Pedrosa entraram.

Henrique Farias esperou Zoé Santos terminar de limpar as mãos e lhe ofereceu um pirulito de cola.

Abner Pedrosa ficou surpreso com a cena.

Nunca havia visto aquele senhor demonstrar simpatia por nenhuma mulher.

Zoé Santos pegou o pirulito, girando o palito entre os dedos, cabeça baixa, uma mão segurando o celular, a outra digitando uma resposta.

Abner Pedrosa não conseguia ver bem o rosto dela.

Mas mesmo de perfil, era possível notar sua beleza impressionante.

Daniel Farias se acomodou, mas ao pegar uma bebida lembrou-se de que dirigiria depois, então preferiu um copo de água gelada.

Abner Pedrosa recobrou o foco.

— Sr. Tomás, Sr. Pedro, Sr. Leandro.

De pé diante dos presentes, falou respeitosamente:

“……”

Os dedos de Abner Pedrosa tremiam.

Zoé Santos soltou uma risada curta, virou-se, apoiando o braço no encosto da poltrona:

— O que foi? Vai tentar me intimidar agora?

O suor frio escorria pelas costas de Abner Pedrosa.

— Você deve saber o que a Srta. Costa fez, não? — O tom dela era baixo e gélido.

Ele sabia, claro. Fora Antônia Costa quem provocou Zoé Santos primeiro.

Mas, desta vez, o favoritismo das famílias Assunção e Costa havia tropeçado em alguém inabalável.

Tremendo, Abner Pedrosa olhou de novo para o rosto de Zoé Santos, como se buscasse confirmar algo. Dois segundos depois, estava quase pálido.

Ao perceber que Henrique Farias estava ali por causa de Zoé Santos, Abner Pedrosa achou que podia morrer.

Mas, ao encarar Zoé Santos naquele momento, pensou que morrer talvez fosse mesmo seu melhor destino.

O clube Cidade Capital tinha poder absoluto principalmente porque um dos cinco diretores era ligado às Forças Armadas.

Abner Pedrosa lembrou-se de, três meses antes, ter ido resolver algo com os militares.

Ao sair, viu o chefe das Forças Armadas abrir a porta do carro respeitosamente para uma mulher entrar.

Ele não sabia quem era, mas sua percepção aguçada gravou bem aquele rosto.

O chefe militar, detentor de poder de vida e morte, tratando aquela mulher com tamanha deferência? Ela não poderia ser comum.

Jamais esperava encontrar uma figura daquela magnitude em Cidade R.

Muito menos daquela maneira.

A família Costa, esses dois idiotas!

Trinta anos de carreira bem-sucedida, para agora encarar o primeiro desastre da vida!

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