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Você É A Flor Que Floresce No Meu Mundo Estéril romance Capítulo 32

Atrás da cadeira de rodas de Belmiro havia uma estante de livros, com o velho senhor ao lado, sem espaço para recuar, e ele não podia ver, completamente alheio ao perigo iminente.

No instante em que as expressões dos presentes revelavam uma mistura de emoções, Lavínia rapidamente pegou um biombo próximo e o colocou na frente de Belmiro.

Ao mesmo tempo, o café fervente foi todo derramado sobre o biombo.

O biombo ficou imediatamente encharcado, com o café escorrendo e deixando marcas escuras ao longo dele.

Belmiro não tinha nenhuma.

"Victor, o que você está fazendo?!" O Velho Sr. Sousa estava realmente irritado: "Você normalmente já é desastrado, mas agora, com o seu Irmão Belmiro nesta situação, se não fosse o rápido reflexo da esposa dele, esse café teria atingido o rosto dele!"

No rosto, nos olhos...

Se isso tivesse acontecido, Belmiro poderia realmente ter se machucado.

"Irmão Belmiro, me desculpe." Victor parecia ter percebido a gravidade do problema, ficando de cabeça baixa no mesmo lugar.

Belmiro o ignorou e se virou para Lavínia ao seu lado: "Obrigado, querida."

Lavínia também estava um pouco trêmula.

Ela tinha reagido quase instintivamente ao pegar algo para bloquear o café, se tivesse demorado meio segundo a mais, não teria conseguido.

Acabaram de chegar à Vila de Sousa e algo assim já aconteceu. Foi de propósito ou coincidência?

Os pais de Belmiro desapareceram há muito tempo e nunca mais apareceram. Além de Belmiro, também tem a irmã dele em casa, mas ouvi dizer que a irmã dele não está interessada em negócios.

Então, quem se beneficia se Belmiro for embora?

Receio que estejam todos presentes, exceto o velho!

Lavínia sentiu que era um pequeno jantar de família, mas estava cheio de todos os tipos de demônios.

A atmosfera na mesa tornou-se um pouco tensa, até que Roberto distribuiu os presentes que trouxe de sua viagem recente, restaurando a cordialidade superficial.

Após o jantar, Victor saiu apressadamente.

Lavínia viu que um dos empregados segurava um chaveiro, aparentemente esquecido por Victor, e correu para entregá-lo.

"Deixe comigo, eu entrego ao Victor." Lavínia disse.

O empregado então entregou o chaveiro a Lavínia.

Sua cabeça girou.

A dor só chegou depois.

Ele pulou de raiva: "Você me bateu?! Como ousa me bater?"

Lavínia exibia uma expressão inocente: "Ah, desculpe, Victor, meninas realmente não têm boa pontaria ao jogar coisas. Juro que não foi de propósito!"

Ora, ora, há pouco ela não estava tentando jogar café em Belmiro? Agora, Victor também experimentava as consequências de um "acidente".

Nas sombras, Mordomo Hugo descreveu brevemente os acontecimentos recentes a Belmiro.

O homem sentado na cadeira de rodas deixou um pequeno sorriso emergir nos lábios.

Lavínia estava protegendo-o e até mesmo revidando por ele.

Essa percepção fez com que um calor intenso se espalhasse pelo peito de Belmiro.

"Você é uma menina?" Victor exclamou, frustrado: "Desde quando meninas têm tanta força assim?"

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