"Nancy, a ação será às 1h40 da madrugada. Mantenha o celular com você enquanto dorme. Avisarei com antecedência, e assim que receber a mensagem, encontre-nos na entrada da mansão."
Lavínia respondeu: "Certo."
Então, Lavínia vestiu um moletom e calças confortáveis para ação, cobrindo-os com o pijama habitual, e tentou descansar.
A noite avançava devagar.
Lavínia não conseguia dormir. Ela forçava-se a manter a calma, fechando os olhos para descansar.
Às 1h20, Lavínia conferiu o horário novamente e colocou o celular no bolso.
Agora, no bolso da calça, de um lado estava Bela, do outro o celular.
Assim que terminou de verificar o horário, ouviu um barulho à porta.
Os pelos de Lavínia se arrepiaram instantaneamente.
O som era sutil, o ruído mecânico de uma fechadura eletrônica sendo forçada a abrir.
Logo, alguém entrou.
Lavínia manteve os olhos firmemente fechados, imóvel, controlando até a respiração para não fazer barulho.
Por causa da operação, ela deixara apenas uma cortina fina cobrindo a janela, permitindo que a luz da lua no terraço iluminasse levemente o quarto.
A sombra projetada em frente à cama era longa, com uma parte caindo sobre o rosto de Lavínia.
Ela se esforçava para parecer respirar de forma tranquila, embora sentisse o couro cabeludo tenso.
Será que sua comunicação com Xavier havia sido descoberta?
Quem poderia ser?
Pelo som da respiração e dos passos, parecia alguém jovem. Seria Roberto?
O que ele queria?
Roberto ficou parado diante da cama de Lavínia por um longo tempo, imóvel.
Lavínia, ansiosa, calculava o tempo em sua mente.
Roberto se levantou abruptamente, correndo em direção à porta.
Lavínia rapidamente pegou o celular debaixo das cobertas.
Notou de imediato que Xavier havia ligado mais de dez vezes.
Ansiosa, ao ver Roberto sair, levantou-se rapidamente para calçar os sapatos e sair no meio da confusão.
Nesse momento, o telefone de Xavier tocou novamente. Lavínia calçou os sapatos e atendeu à porta: "Irmão Xavier."
"Nancy, já resgatei Belmiro. No hospital, Elisa, Ezequiel e Elvis foram retirados por nossa equipe. Onde você está? Está em perigo? Vou já—"
Antes que Lavínia pudesse responder, uma mão arrancou seu celular.
Roberto, com um olhar sombrio, sorriu para o telefone: "Ela está comigo agora."
Em seguida, atirou o celular para longe com força e, segurando-a por trás, pressionou uma faca contra sua carótida.
Com um tom que misturava frustração e resignação, disse: "Esposa, você prometeu não me deixar. Agora que mentiu para mim, o que faremos?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Você É A Flor Que Floresce No Meu Mundo Estéril