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Viciado Em Você romance Capítulo 283

“Não!” Yara recuou dois passos e recusou firmemente, mas queria levar Íris consigo. “Eu vou levar minha irmã para casa primeiro!”

Yara puxou Íris para perto de si, mas quando tentou virar para sair, aquele homem repugnante bloqueou o corredor.

Ela também percebeu mais à frente uma figura familiar no corredor: uma mulher vestida com agasalho esportivo, nem parecia ter vindo para se divertir, muito menos era funcionária de uma boate...

O homem, de repente, gritou com voz áspera: “Acha que pode simplesmente levar as pessoas que estão comigo?”

Íris se soltou da mão dela e voltou para o lado do homem. “Além disso, eu não pretendo ir embora, Yara. Se quiser sair, pode ir sozinha.”

Queria bancar a santa?

Aquele homem era ninguém menos que Sr. Souza, o mesmo que Eduardo usara para armar para ela, entregando-a em sua cama!

“Yara, vamos embora!” Estela puxou de leve a barra da roupa dela, sussurrando num lembrete ansioso.

Ela não podia ir embora. Não podia deixar Íris fazer aquilo. Se Léo Franco soubesse, com certeza ficaria arrasado.

“Íris, você tem que voltar comigo...”

“Se quiser levá-la, tem que entrar no camarote e beber um copo de bebida como castigo.” O homem repugnante esboçou um sorriso perverso ao falar.

“Isso mesmo, você entra, toma um copo e eu vou com você.” Íris respondeu com um sorriso enigmático no canto dos lábios, concordando.

Na época, Eduardo havia feito de tudo para que ela fosse aproveitada pelo Sr. Souza; agora era a vez de Yara experimentar o que era ser tocada por um homem nojento, e ainda por cima, estava se oferecendo.

Yara era mais bonita do que ela, com um corpo ainda mais atraente; os homens lá dentro com certeza iam preferi-la.

Estela tremia dos pés à cabeça, escondida atrás de Yara, agarrando sua roupa com força.

O olhar do homem de pele escura pousou sobre ela, fazendo Yara sentir um calafrio. Aquela situação era inédita para ela, e o medo a dominava.

Arrependida de ter entrado ali, só lhe restava fingir calma. Ela respirou fundo para se encorajar e falou: “Diretor Souza, pode servir a bebida!”

Yara só queria terminar logo, beber o tal copo e fugir daquele camarote nojento com Íris.

Diretor Souza pegou a garrafa e encheu um copo de vinho com quase meia garrafa de uísque.

O coração de Yara disparou, suas mãos suavam de nervoso!

Aqueles homens eram todos velhos espertos. Ela, ingênua, achava que um copo seria apenas vinho ou um shot de uísque, nunca imaginou que seria um copão daqueles. Ela mal conseguia beber, se tomasse tudo aquilo, provavelmente teria que ser carregada da boate direto para o hospital.

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