“Nós precisamos andar mais rápido, é só entrar na sala reservada!” Estela puxou Yara rapidamente para fora da pista de dança e a levou até a sala privativa que havia reservado.
Lá dentro estava tudo silencioso, e só então Yara conseguiu respirar aliviada.
“Nossa, que adrenalina…” Estela exclamou, empolgada.
As duas trocaram olhares, e Yara concordou com um leve sorriso.
“Mas, se o seu tio descobrir que estamos num lugar desses…” Yara de repente ficou apreensiva.
“Fica tranquila, Yara! Viemos só conhecer, reservei a sala por apenas uma hora.” Estela balançou o pulso com leveza, demonstrando despreocupação.
Yara olhou as horas: dali a uma hora ainda nem seria onze da noite. Pensou que aquele homem provavelmente não saberia que ela estava ali, e se acalmou, convencendo-se de que não havia problema.
“Aqui a gente ainda pode encontrar várias celebridades. Fica de olho, quem sabe a gente não vê alguém famoso!” Estela arqueou as sobrancelhas, o sorriso trazendo um toque travesso ao rosto.
De repente, o telefone de Yara tocou!
Ela viu no visor o nome “Marido” e sentiu o coração bater mais forte, tomada pela culpa.
Fez um gesto para Estela pedindo silêncio.
“Onde você está?” Antes mesmo que Yara pudesse dizer algo, Eduardo perguntou com frieza.
“Tô… tô num restaurante, jantando com a Estela!” Yara não pensou muito e soltou a mentira de imediato.
“Que horas você volta?”
“Por volta das onze! Não precisa me esperar, vou conversar mais um pouco com ela.”
“Tchau!” Yara desligou rapidamente.
Yara avançou a passos largos, cerrando os punhos e franzindo a testa, e gritou furiosa: “Íris, o que você está fazendo?”
Íris, nervosa, empurrou o homem que estava em cima dela, ajeitou a roupa com as mãos trêmulas e piscou os olhos, tentando disfarçar. Respondeu com outra pergunta: “O que você está fazendo aqui?”
“Você não tem vergonha? O corredor está cheio de gente passando, vocês…” Yara não poupou palavras, indignada por ver Íris se deixando levar daquele jeito.
Instintivamente, Yara lançou um olhar ao homem ao lado de Íris – ele parecia tão desprezível que não dava para confiar.
“Yara, não se mete!” Íris lançou-lhe um olhar de desprezo e gritou, irritada.
Virando-se para o homem, Íris disse: “Diretor Souza, vamos entrar?”
Yara rapidamente segurou seu pulso: “Íris, você vai comigo pra casa!”
“Já que as duas amiguinhas vieram e são amigas da Íris, por que não entram para tomar uns drinks com a gente?” O homem, com aquele jeito nojento, passou o dedo pelos lábios, convidando-as de repente.

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