“Hospital JS!”
Ela desceu correndo as escadas ainda de pijama, e só não saiu assim porque Dona Regina, antes de sair, jogou um casaco sobre seus ombros.
Yara chegou ao hospital o mais rápido que pôde.
Assim que entrou, agarrou uma enfermeira e perguntou: “Onde está o paciente que chegou do acidente de carro?”
“Ali!” A enfermeira apontou sem olhar.
Yara não teve tempo para mais perguntas e correu na direção indicada.
O pronto-socorro do hospital já estava especialmente movimentado.
Ela viu algumas pessoas com a cabeça enfaixada, sentadas nas cadeiras do corredor.
Olhou por todo o corredor, mas não viu Eduardo. Lutando para se manter calma, perguntou a um dos feridos que já tinha sido atendido: “E os outros feridos, onde estão?”
“Devem ter levado para a sala de emergência. Foi um engavetamento com dez carros, os primeiros ficaram completamente destruídos… ninguém sabe se vão sobreviver…” O paciente balançou a cabeça, suspirando.
O peito de Yara apertou com força por um segundo. Seu nariz ardeu, e as lágrimas escorreram de imediato!
Com a visão embaçada pelas lágrimas, ela nem sabia como tinha chegado até a porta da sala de emergência…
A luz vermelha ainda estava acesa. Médicos e enfermeiros entravam e saíam às pressas…
Yara viu a porta da sala de cirurgia abrir e fechar, e sentiu suas forças irem embora. Cambaleou, as pernas fracas, apoiando-se na parede.
Mal conseguindo se manter de pé, seu corpo deslizou devagar pela parede até o chão…
Ela nunca tinha imaginado passar por uma situação assim. Estava apavorada, sem saber o que fazer. Naquele instante, sentiu que poderia perder Eduardo…
Em seus olhos amendoados e escuros, uma onda de desespero se espalhou…
“Yara!”
Eduardo sorriu, o olhar cheio de ternura. Com uma das mãos, afagou a cabeça dela, tentando acalmá-la: “O que foi, você se assustou?”
“Uwaaa…”
Foi ao ouvir aquela voz tão conhecida que o corpo tenso de Yara finalmente relaxou. Ela levantou o rosto e viu Eduardo…
Ao ter certeza de que ele estava bem, Yara, sem se importar com quem estava por perto, chorou ainda mais alto.
“Não chora, eu estou bem.” Eduardo olhou para baixo, passando os dedos suavemente nos cantos dos olhos dela, enxugando suas lágrimas.
“Olha só, eu estou inteiro! Não precisa ter medo, só me machuquei um pouco.” A voz de Eduardo era grave e rouca, e seus olhos negros estavam cheios de carinho.
Yara ficou abraçada nele por um bom tempo, até que finalmente conseguiu se acalmar e engolir as lágrimas que ainda restavam.
“Mas a Dona Regina disse que você sofreu um acidente, eu achei que…”
Dona Regina fez questão de parecer que a situação era mais grave do que realmente era!

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