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Vendida ao Sheik romance Capítulo 150

Khandra

Assim que entramos na casa, Pashir fechou a porta atrás de nós com um movimento firme, como se quisesse isolar o mundo inteiro do lado de fora. Eu ainda carregava o peso dos dias no hospital com Omar, o cansaço físico, a tensão emocional… mas bastou ele me olhar daquele jeito para tudo isso se misturar com desejo.

Ele me puxou pela cintura e me jogou no sofá sem delicadeza alguma. Não foi violência — foi fome. Fome acumulada de dias em que o corpo precisou esperar enquanto a vida exigia força.

Eu ri, provocando.

Ele se abaixou, rasgou minha lingerie sem cerimônia, levou o tecido até o rosto, respirou fundo e guardou no bolso, como se fosse um troféu. Aquilo fez meu corpo reagir na hora.

Pashir tirou a camisa devagar, sem pressa, consciente do efeito que causava. O corpo dele era forte, marcado por disciplina e poder. Ele se ajoelhou entre minhas pernas e me tocou como quem já conhecia cada reação minha.

Quando a boca dele me alcançou, eu perdi o controle.

— Não para… — minha voz saiu baixa, quebrada, sem filtro.

Os dedos dele me prenderam, firmes, precisos. O ritmo era calculado para me tirar o ar, para me lembrar exatamente de quem eu era quando estava com ele. Quando gozei, foi intenso, quase doloroso, e ele não se afastou até sentir tudo.

Antes que ele dissesse qualquer coisa, me ajoelhei diante dele.

— Agora é a minha vez — murmurei, olhando direto nos olhos.

O sorriso dele foi lento, perigoso.

Ele se livrou da roupa com pressa dessa vez, e eu o provoquei sem piedade, usando a boca, a língua, as mãos, ouvindo cada respiração pesada, cada gemido contido. Quando ele perdeu o controle, eu sabia que tinha feito exatamente o que queria.

Ele me puxou de volta para o sofá, me colocou de quatro e me tomou com força. O impacto me arrancou um gemido alto demais para quem vive cercada de empregados — mas, naquele momento, eu não me importava.

— Diz meu nome — ele ordenou, a voz rouca.

— Pashir… — gemi, sentindo as pernas falharem.

O ritmo aumentou, intenso, possessivo. Quando gozei novamente, foi junto com ele. Caímos no sofá, ofegantes, e ele me beijou com força, como se quisesse me ancorar ali.

Eu já estava pronta para continuar quando o celular dele começou a tocar.

Ele ignorou. Tocou de novo.

Suspirei.

— Atende — falei. — Se insistem assim, é porque é importante.

Ele olhou a tela. Sahir.

Colocou no viva-voz enquanto beijava meu pescoço.

Ligação

Sahir:

Ele permaneceu em silêncio.

— Se ela quer transformar isso numa guerra emocional, ela vai encontrar resistência — continuei. — Eu não encostei na barriga dela. Não faltei com respeito. Mas também não vou sair do caminho para alguém tomar o que é meu usando tradição como chantagem.

Subi a escada.

— Vou tomar um banho. Você me espera. — falei sem olhar para trás. — Sozinho, você não vai a lugar nenhum hoje.

Ele concordou.

Enquanto a água caía sobre meu corpo, a raiva se misturava com clareza.

Maisha conhecia a Khandra que sofreu no passado.

Não conhecia a mulher que sobreviveu.

E se ela acha que pode usar um filho para me apagar da vida de Pashir,

ela vai aprender —

do jeito mais difícil —

que honra também se defende.

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