TESSA
Finalmente, a reunião terminou.
A porta do auditório se abriu e as pessoas começaram a sair. Declan surgiu entre elas, e eu tentei desesperadamente ler sua expressão. Foi bom? Foi ruim?
Seu rosto estava uma máscara dura, impenetrável. Meu coração afundou.
Só podia significar uma coisa: não conseguimos o projeto.
“Sr. Hudson?”, comecei, em voz baixa.
“Vamos embora”, foi tudo o que ele disse, começando a andar.
Segui-o, meus pensamentos acelerando em um turbilhão de desgraça. Vou ser demitida. Tenho que começar a procurar emprego de novo. Será que consigo algo a tempo? Sabia que não seria fácil.
Estávamos entre um grupo de pessoas esperando o elevador. Ficava atrás dele, sem saber o que dizer. Como se poderia consolar alguém numa situação dessas?
Ele se virou de repente.
“Por que você não está perguntando como foi a reunião?”
Pisquei. Era preciso perguntar? A cara dele dizia tudo.
Engoli em seco. “Qual… qual foi o resultado?”
“Nossa empresa ganhou a licitação.”
Franzi a testa. “O QUÊ?!”
“Por que a surpresa? Não queria que ganhássemos?”
“Não, é que… pensei que tínhamos perdido! Você saiu da sala com uma cara tão…”, parei, buscando a palavra.
“Com uma cara tão o quê?”, ele cortou.
“Com uma cara tão… séria”, corrigi, rapidamente.
“Eu devia estar dando pulinhos de alegria?”
Dei de ombros.
“Estou acostumado a ganhar”, ele soltou, com aquela arrogância de sempre. Olhei para ele disfarçadamente. Pavão.
“Mas, de qualquer forma, estou muito feliz que vencemos”, disse, juntando as mãos sem conseguir conter um sorriso de alívio.
Ding!
O elevador chegou e entramos. Em segundos, ficou lotado. Acabei encurralada em um canto, com dois homens empurrando-me de ambos os lados. Era mais do que desconfortável; era embaraçoso. Tentei me virar, pressionando o peito contra a parede fria do elevador, mas a pessoa atrás de mim continuava a me comprimir. Senti um corpo sólido contra minhas costas.
“Com licença.”
A voz de Declan cortou o ar. Ele se moveu com autoridade, afastando respeitosamente, mas com firmeza, os homens ao meu redor. Em seguida, posicionou-se atrás de mim, colocando as mãos na parede, uma de cada lado do meu corpo, criando um pequeno espaço de proteção.
Virei o rosto para a parede, um sorriso involuntário surgindo. Nossa… ele parece um verdadeiro príncipe agora.
Meu príncipe.
Sabia que não devia corar, mas não pude evitar. Seu perfume, discreto e amadeirado, me envolveu. A batida forte do meu coração pareceu ecoar no espaço minúsculo. Coloquei a mão no peito, tentando acalmá-lo.
Ele só está sendo educado. Para de viajar, Tessa!
O elevador parou. Não era o andar térreo. Algumas pessoas saíram, mas a agonia-êxtase continuava. Ao mesmo tempo que desejava chegar logo, uma parte de mim queria que aquele momento se estendesse.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Uma Noite Com Meu Chefe
Posta maaaaaais...