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Uma Noite Com Meu Chefe romance Capítulo 12

TESSA

Declan pigarreou, quebrando o momento, e afastou-se com um passo decidido.

“Você… deveria tirar minha camisa e vestir suas roupas. Vou tentar fazer a Stella sair por um momento. Em seguida, estarei te esperando no carro. Não me faça esperar. Já estamos atrasados.” A advertência foi clara antes que ele saísse.

Troquei-me em velocidade recorde. Na ponta dos pés, cheguei à porta, abri uma fresta e espiei. Nenhum sinal da secretária. Soltei o ar preso nos pulmões e escapei do escritório em direção aos elevadores.

No estacionamento, ele já esperava ao lado de um SUV preto. Um homem — presumi que o motorista — já estava ao volante.

“Entre”, instruiu Declan, virando-se para abrir a porta do passageiro. Entrou sem nem olhar para trás.

Fazer-se de cavalheiro nem por um segundo, pensei, fazendo uma careta antes de entrar atrás dele.

A viagem começou envolta em silêncio. Sentávamos lado a lado, uma distância cuidadosa entre nós. O único som era o ruído suave de páginas sendo viradas. Olhei de soslaio: ele analisava o projeto, completamente absorto. Naquela concentração, parecia ainda mais… impressionante.

Era surreal pensar que havia dormido com aquele homem.

Meus olhos traíram-me, percorrendo suas sobrancelhas bem definidas, as maçãs altas, o nariz perfeito, os lábios…

Foi justo quando ele passou a língua levemente pelo lábio inferior. Um gesto casual que senti como um toque físico.

Seus olhos se desviaram e encontraram os meus. Desviei o olhar rapidamente.

“Por que está me encarando?”, perguntou.

“Não estava.”

“Estava, sim.”

Aff!

“Eu… estava olhando pela janela atrás de você.”

“Belo argumento. Você estava me ‘secando’.”

Meus olhos se arregalaram. “Não! Só… estava verificando os arquivos. Fico nervosa com a reunião.”

“Vai correr bem. Já passei por piores e não antevejo problemas.” Ele fechou a pasta.

“Você mal folheou.”

“É porque a senhorita não sabe com quem está falando”, interveu o motorista, com um tom alegre. “O jovem mestre é formado em Harvard. Sempre tirou notas máximas. Aos 25, já tinha bacharelado e mestrado concluídos.”

Olhei para Declan. Uau. Bonito e inteligente.

“Brad, não precisa compartilhar minha biografia”, disse Declan, sem levantar os olhos.

“É algo para se orgulhar, senhor!”

“Bem, eu pretendo fazer meu mestrado antes dos 30”, comentei, mais para mim mesma.

“Em termos de intelecto, eu a classificaria como mediana. E esperar até os 30… será que ainda terá o mesmo rendimento?”

O pequeno fascínio que havia brotado evaporou instantaneamente.

Como alguém pode ser tão convencido? Acha que é o único capaz de conquistar coisas na vida?

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