Mia
No momento, Mia estava com Taylor no escritório da empresa. Era quase meio-dia e eles estavam concentrados no trabalho até que o celular tocou.
O barulho a fez pegá-lo às pressas da bolsa. Era da sua mãe.
Ela encarou o aparelho, achando isso estranho. Elas não se falavam ao celular com frequência. Se Mia quisesse saber de algo, ela mesma tinha que ligar, perguntar ao seu irmão ou ir diretamente à sua casa.
— Não vai atender? — questionou Taylor.
Se ele soubesse o quão estranho e assustador era, não faria aquela pergunta.
— É a minha mãe. — Sussurrou, como se alguém não pudesse ouvir aquela palavra. — Taylor, eu não disse a ela, nem a ninguém da minha família, sobre nós.
— Por que está sussurrando? — Ele levantou a sobrancelha. — Bem, agora tem a oportunidade. Aliás, nossa festa de casamento pode ser na próxima…
— Espera, festa? Próxima semana?
Ela ficou confusa. O celular estava tocando há muito tempo. Ela deveria atender logo.
— Atenda a sua mãe. — Ele mandou.
— Claro. — ela queria saber mais sobre o que ele estava planejando, mas tinha que atender ou sua mãe pensaria que ela estava a ignorando. — Mãe? — Mia ficou até com medo de atender, pensando que tinha acontecido alguma tragédia. — Aconteceu algo?
— Ora, Mia. Não posso ligar para a minha filha às vezes? — Repreendeu, mas não a convenceu. — Estamos na cidade. Pensei em almoçarmos hoje.
— Estamos? — Repetiu, confusa. — Quem, exatamente, está na cidade?
Ela não queria nem pensar nessa resposta, embora ela fosse bem óbvia. Então, um estalo a pegou.
“Estamos na cidade”. Em nova York?
— Sua irmã e eu, querida. — Sua resposta deu uma dor de cabeça grave em Mia que perduraria por muito tempo. — Ela está se preparando para uma campanha publicitária, e pensei que seria uma boa visitarmos você.
Boa ideia para quem?
— Ah… Entendi. — Droga, droga, droga! Não é uma boa hora. — Então… quando seria esse… almoço?
Você poderia ter inventado uma desculpa, uma doença, um trabalho fora da cidade ou uma bomba dentro da sua garganta que explodirá se ouvir Emília te ofender uma única vez.
— Hoje à noite. Mandarei a localização para você em breve.
Ela parecia animada, contudo a ruiva estava surtando, querendo correr para o lado oposto delas.
— Certo, mãe. Agora tenho que voltar ao trabalho. Podemos conversar depois.
Ela se despediu e desligou a chamada.
Taylor estava encarando a esposa e ficou confuso com a expressão que ela fazia. Parecia haver recebido a pior notícia do dia.
— Algo grave?
— Com toda certeza essa notícia não é boa. — Foi dramática. — Minha mãe e irmã — Ela pontuou a palavra como se fosse ruim até de falar — Estão na cidade. Ela marcou um almoço.
— Pelo tom de voz, aposto que não quer ir. — Ele sorriu.

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