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Uma esposa para o meu irmão romance Capítulo 51

«Cantarás num teatro?» —lhe perguntou Ethan.

«Isso é genial! Podemos ir te ver?»

«Claro que podemos, Naomi.»

«Quero ir te ver, Deanna! Podemos, papá?»

«Claro que sim, estaremos na primeira fila quando Deanna se apresentar.»

«Ainda falta muito para isso, mas a minha primeira apresentação será só para vocês… Terminaste os teus trabalhos de casa, verdade, Naomi?»

«Sim, todos.»

«Que bom… Ethan, os teus livros de geografia, não os esqueças amanhã, sim? Os vi na biblioteca.»

«Já os guardei.»

«Genial… Levarei Jonathan para tomar um banho então… Vamos?»

O pequeno se agarrou, como sempre, aos seus braços. Já estava a começar a pesar um pouco mais.

«Estarei no meu escritório» —anunciou Daniel.

Deanna preparou o banho para Jonathan e se ficou com ele enquanto brincava com os barquinhos na água.

«Sabes, pequeno gafanhoto? Às vezes me pergunto por que não queres nos falar… me pergunto como será a tua voz…»

O menino a olhava com um sorriso e os olhos grandes.

«Poderíamos tagarelar e nos contar coisas… como foi o teu dia no jardim de infância, as coisas que gostas… Até poderíamos cantar juntos! Sempre quis um companheiro com quem praticar as minhas canções…»

Jonathan sorriu ainda mais, a mostrar os seus pequenos dentes e a fechar um pouco os olhos.

«Ajá! Gostas dessa ideia, verdade? Pois para isso terás… que… começar… a… falar…»

Enquanto lho dizia, se acercava devagar para ele até que o alcançou e lhe fez algumas cócegas. Era um menino tão doce e terno, sempre a correr para se abraçar das suas pernas ou a tomar da mão. Se sentia conectada a ele de uma maneira especial: o menino não falava e ela cantava, pareciam duas caras de uma mesma moeda.

Deanna decidiu tomar um banho também depois de pôr o menino na cama. Estava um pouco cansada, assim que um banho quente a ajudaria a se relaxar para ir se dormir.

Daniel subiu para buscar uns papéis ao quarto e a ouviu a cantar enquanto corria a água. Sorriu para si mesmo, sentia que podia voltar a ter uma vida cheia de novo; a mulher ao outro lado da porta lhe havia devolvido a alegria que Emily havia levado com a sua partida.

Estava perdido nos seus pensamentos quando Deanna saiu do banho envolta numa toalha, com o cabelo húmido. Se deteve na porta quando o viu ali parado, com os papéis na mão, os óculos postos, o casaco e o colete desprendidos, a gravata frouxa. Quanto havia passado desde a última vez? Se havia ido três dias, logo ocorreu o de Camila, Ethan…

A olhou de cima a baixo. Algumas gotas ainda rolavam pelas suas pernas. A pele, um pouco rosa pela água quente, parecia tépida.

Viu os seus olhos detrás dos cristais dos óculos, os olhos de um predador que a desnudavam sem vergonha, o desejo evidente neles. A expressão exaltada, a respiração que começava a se agitar e uma leve tensão na mandíbula.

A sua surpresa mudou, o seu olhar a fez mudar. Tinha esse efeito nela, lhe despertava algo adentro. E quando ela mudava, ele ficava à sua mercê.

Todavia tinha os seus gemidos na cabeça, daquela vez quando a sua agressividade a fez lhe pedir mais.

«Vem» —lhe sussurrou Deanna.

E ele foi.

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