Ele tinha acabado de ver o papai e a mamãe se beijando, então ele também queria!
Era mesmo o filho dela, sempre falando o que não devia. Clarice ficou tão constrangida que queria sumir.
Lorenzo, ao perceber que a mãe não o respondia, levantou a cabeça e olhou para ela com seus olhos negros brilhantes, cheios de dúvida.
— Mamãe, por que você não me abraça? Nem me dá um beijinho? Será que eu não sou mais o seu filho preferido? — Perguntou ele, com uma expressão inocente.
O rosto de Clarice ficou vermelho como um tomate. Esse menino sabia exatamente como deixá-la sem palavras.
Asher, vendo a situação, abaixou-se para pegar Lorenzo no colo. Ele não conseguiu segurar uma risada leve enquanto explicava:
— É porque a mamãe está muito cansada de tanto trabalhar e não consegue te carregar agora.
Lorenzo estendeu a mãozinha para tocar Clarice e disse suavemente:
— Mamãe, se você está cansada, vá descansar um pouco. Eu e o papai vamos brincar de montar castelos!
Asher também queria muito poder descansar, mas sabia que Clarice não pararia de trabalhar tão cedo.
Clarice levantou a mão e, sorrindo, deu um leve beliscão no rosto de Lorenzo.
— Vai lá brincar com o papai. Eu ainda tenho algumas coisas para resolver.
Ela desviou o olhar para a mesa. O caso daquela criança ainda estava sem solução, e ela precisava estudar mais para encontrar o melhor plano para a cirurgia.
— Então eu vou fazer uma massagem nos olhos da mamãe antes! — Lorenzo disse, colocando suas pequenas e macias mãos sobre a testa de Clarice. Ele começou a massagear em movimentos circulares, com toda a delicadeza.
Asher observou a cena, impressionado. Ele havia ensinado Lorenzo a fazer isso apenas uma vez, e o garoto já sabia repetir os movimentos com perfeição.
Clarice sentiu o coração transbordar de felicidade. Ter um filho tão inteligente e carinhoso era uma bênção.
— Pronto, mamãe, pode voltar ao trabalho agora! — Disse Lorenzo, retirando as mãos e imediatamente puxando Asher para fora do escritório.
Sem escolha, Asher pegou o menino no colo e começou a sair. Antes de fechar a porta, virou-se para Clarice e disse:
— Não esqueça de comer alguma coisa antes de continuar, está bem?
Clarice assentiu com um leve sorriso.
Quando a porta se fechou, ela se espreguiçou, sentindo o corpo um pouco mais relaxado. Após alguns segundos, levantou-se e caminhou até a porta.
Osvaldo ficou sem graça e se apressou em esclarecer:
— Não é isso! A mulher que eu vi era idêntica à sua ex-esposa!
Por três anos, a imagem de Clarice nunca saiu da mente de Sterling. E Osvaldo sabia que ele também não a havia esquecido. Ele tinha certeza de que a mulher que viu no restaurante era Clarice.
— Osvaldo, se você não está bem da cabeça, vá ler um livro. Se os seus olhos não estão bons, procure um oftalmologista. Vou desligar agora. Não tenho tempo para ouvir suas besteiras. — Sterling respondeu friamente e encerrou a ligação.
Osvaldo permaneceu segurando o celular, relembrando a cena que havia testemunhado. A mulher que ele viu era o retrato de Clarice. A aparência, os traços... Até sua presença era imponente e intimidante.
Ele balançou a cabeça, convencido de que não tinha se enganado. Clarice era única, e não podia haver outra pessoa como ela no mundo.
Com essa certeza, Osvaldo decidiu ligar novamente para Sterling.
— Sr. Sterling...
Antes que ele pudesse continuar, Sterling o interrompeu, impaciente:
— Onde está o médico que eu pedi para você encontrar? Por que ainda não tenho notícias? Osvaldo, você quer que eu destrua sua reputação?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um Vício Irresistível
Por favor, cadê o restante do livro???...