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Um Vício Irresistível romance Capítulo 428

Asher observava o pequeno Lorenzo com ternura nos olhos, uma suavidade tão intensa que parecia transbordar.

Nos últimos três anos, ele havia dedicado tudo ao Lorenzo. Tratava-o como se fosse seu próprio filho, oferecendo-lhe todo o amor e cuidado que possuía.

— Papai, vem cá! — A voz doce e infantil de Lorenzo ecoou, interrompendo os pensamentos de Asher. Ele ergueu o olhar e viu o menino acenando com suas mãozinhas gordinhas, os olhos brilhando de expectativa.

Sem perceber, Asher acelerou os passos, movido pelo encanto do garoto. Parou diante dele, abaixando-se para olhá-lo nos olhos.

Lorenzo abriu um sorriso e disse:

— Eu te avisei para não ir atrás da mamãe, né? Agora você viu como ela é quando trabalha. Ela esquece de tudo! Nem eu, que sou o filho preferido dela, consigo fazer nada!

Com o dedo, Lorenzo apontou para o lugar vazio ao lado, deixando claro o convite.

Asher riu, inclinou-se e sentou-se ao lado dele.

— Mamãe é sempre assim. Quando trabalha, esquece até de comer ou descansar. — Lorenzo suspirou, com uma expressão de leve tristeza e preocupação no rosto. — Ela sempre diz que o trabalho é a vida dela, que é a missão dela. Mas eu sei que, no fundo, tudo o que ela faz é pela nossa família. Por isso, eu preciso aprender e me esforçar. Quero que a mamãe tenha uma vida mais tranquila.

Enquanto falava, os olhos de Lorenzo brilharam com uma determinação incomum para uma criança de três anos. Sua voz carregava uma promessa, tanto para Asher quanto para si mesmo. Era um amor tão puro e profundo por Clarice que qualquer um que o ouvisse sentiria o coração se apertar.

Lilian, que escutava tudo, ficou boquiaberta. Ela não conseguia acreditar no que via e ouvia. Aquele garotinho, com seu rosto ainda tão infantil, demonstrava uma maturidade e profundidade impressionantes.

As palavras de Lorenzo a impactaram profundamente. Agora, ela entendia por que Clarice sempre sorria com tanto orgulho ao falar do filho. Lorenzo era, de fato, extraordinário.

Asher também fitava Lorenzo com um misto de emoções. Seu olhar era de ternura, mas também havia algo de melancólico.

Ao abrir a porta, foi recebida por uma atmosfera pesada e opressiva, como se o próprio ar carregasse um fardo invisível.

Sem hesitar, ela subiu diretamente para o escritório. Seus passos eram firmes, cheios de propósito, como se cada um deles carregasse sua determinação de lutar pela justiça e sua repulsa pelo mal.

Ao chegar, ela ligou o computador, abriu o e-mail e começou a ler os arquivos do caso com urgência.

Conforme avançava na leitura, suas sobrancelhas se franziram cada vez mais. Uma chama de raiva incontrolável começou a arder em seus olhos.

Cada linha que lia era como uma lâmina, cortando fundo em sua alma. O acusado daquele caso era um verdadeiro monstro, alguém que escondia sua maldade por trás da máscara de marido amoroso.

As palavras “violência doméstica” ecoaram em sua mente, como um grito de alerta. Ela conseguia quase ouvir os choros abafados, os pedidos desesperados de socorro da vítima.

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