Antônio sentiu o coração ser tomado por puro terror.
Beatriz tinha apenas cinco anos na época, e já era capaz de planejar algo tão cruel.
— Fique tranquilo. Seu final será muito pior que o da Clarice!
Essas palavras foram a última coisa que Antônio ouviu antes de desmaiar de medo.
Beatriz olhou para ele caído no chão com uma expressão de puro desprezo.
— Desmaiou só com isso? Que fraco...
A mulher que estava na sala, tentando se esconder, apressou-se em falar:
— Eu... Eu só sou alguém que seu pai contratou para um serviço. Eu não sei de nada, juro!
Beatriz caminhou até ela, pisando com força no pé da mulher.
— Você é mesmo muito nojenta! — Disse ela, com nojo na voz.
Beatriz aproveitava a vida, não era segredo. Ela não tinha problemas em se envolver com vários homens ao mesmo tempo. Mas mulheres que se vendiam abertamente, como aquela, a faziam sentir repulsa.
Nesse momento, a campainha tocou.
Beatriz rapidamente retirou o pé, ajeitou as roupas e foi até a porta.
Ao olhar para a tela do interfone e ver o rosto de Isaac, ela congelou. Sem pensar duas vezes, correu de volta para a sala, pegou uma faca e cortou sua própria perna. Com a perna sangrando, arrastou-se até a porta e a abriu, caindo no chão logo em seguida.
— Isaac... Me ajuda... — Ela murmurou com uma voz fraca, antes de fechar os olhos e fingir estar inconsciente.
Isaac olhou para ela caindo e, sem demonstrar nenhuma emoção, virou-se para os homens que estavam com ele.
— Levem-na para o carro.
Enquanto Beatriz era colocada na viatura, a ambulância chegou para atender Antônio e a mulher ferida. Isaac deixou os paramédicos entrarem e observou enquanto os dois eram levados.
Depois que tudo foi resolvido, Isaac pegou o celular e ligou para Sterling.
...
Enquanto isso, em um restaurante, Clarice e Lilian estavam almoçando.
Na frente de Lorenzo, a mesa estava repleta de diferentes tipos de sobremesas.
Ele segurava uma colher em suas pequenas mãos e, com os olhos brilhando de alegria, perguntou baixinho:
— Talvez ele goste de ser assim. Você não está na cabeça dele para saber se ele acha a vida divertida ou não, né?
Lorenzo deu um passo para trás, desconfortável com o gesto. Ele não gostava que tocassem em sua cabeça, mas tentou disfarçar.
Clarice percebeu a expressão do filho e suspirou.
— Você tem razão. Só ele pode saber se está gostando ou não da vida que leva.
— Vamos comer logo, então! — Lilian sugeriu, mudando de assunto.
Clarice concordou e, assim que pegou o garfo, o celular tocou.
Ela atendeu ao ver o nome que aparecia na tela.
— Oi, chefe. Tem um trabalho para você, aceita? — A voz animada de uma mulher ecoou do outro lado da linha.
— Que trabalho? — Clarice perguntou.
— É uma cirurgia no coração de uma menininha de três anos!
— Me envie todos os detalhes. Se for possível, eu aceito. — Respondeu Clarice. Cirurgias cardíacas em crianças tão pequenas eram sempre desafiadoras e exigiam cautela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um Vício Irresistível
Por favor, cadê o restante do livro???...