— Ela apertou minha bochecha, puxou minha mão e ainda gritou comigo. Foi bem rude. — Lorenzo apontou para o rosto e levantou o pulso avermelhado para mostrar. — Você já sabia disso, mamãe!
Clarice se lembrou do incidente no aeroporto, mas, até agora, Asher ainda não havia lhe dado nenhum retorno sobre a investigação. Será que ele não conseguiu descobrir nada?
— Mas eu já me vinguei dela. Mamãe, só para esclarecer, eu não fiz nada para prejudicá-la. Só dei um aviso para ela nunca mais intimidar aquela menina! — Lorenzo disse com um sorriso de satisfação no rosto.
Clarice lançou um olhar sério para ele.
— O que você fez, Lorenzo?
— Só instalei um aplicativo no celular dela que vai lembrá-la, o tempo todo, de não ser má com ninguém! — Lorenzo respondeu com um sorriso inocente, os olhos brilhando de travessura.
Ao ouvir isso, Clarice não insistiu no assunto.
Lorenzo, apesar de pequeno, sempre soube medir suas ações. Ele não era do tipo que fazia maldades por impulso. Considerando como a mulher o tratou, talvez sua "vingança" fosse até justa.
…
Enquanto isso, Beatriz acabava de chegar na casa de Virgínia. O motorista abriu a porta do carro para ela.
— Senhora, por favor, desça.
Beatriz desceu do carro, segurando a barra do vestido, e se dirigiu ao motorista:
— Espere por mim aqui. Não vou demorar.
O motorista ficou parado ao lado do carro, com as mãos cruzadas, e respondeu com calma:
— Eu só sigo as ordens do Sr. Sterling.
A mensagem era clara: Sterling não havia ordenado que ele esperasse, então ele não esperaria.
O rosto de Beatriz se contorceu de raiva. Querendo dar uma lição no motorista, ela pegou o celular na bolsa para ligar para Sterling e reclamar.
No entanto, assim que desbloqueou o celular, uma imagem assustadora apareceu na tela: uma boca enorme e ensanguentada, de onde saltavam caracteres como se fossem insultos. Quando olhou com mais atenção, percebeu que o rosto na tela era o dela.
Beatriz deu um pulo de susto, mas logo sua expressão mudou para fúria.
— Quem está por trás disso? — Gritou, com os olhos quase saindo das órbitas.
Se ela descobrisse quem tinha feito aquilo, jurava que arrancaria a pele da pessoa. Era simplesmente inaceitável!
O motorista, observando a cena de longe, rapidamente entrou no carro e saiu dirigindo, como se quisesse evitar o espetáculo.
Beatriz, que sempre mantinha uma fachada de elegância e serenidade na frente de Sterling, mostrava agora sua verdadeira face.
— Dona Virgínia. — Beatriz começou, tentando manter a calma.
— Venha aqui. — Virgínia respondeu, com um tom cortante que fez Beatriz sentir um calafrio na espinha.
Sem alternativa, Beatriz caminhou até ela, mantendo a cabeça baixa e as mãos ao lado do corpo, assumindo uma postura submissa.
— Dona Virgínia, a senhora queria falar comigo?
De repente, Virgínia abriu os olhos. Seu olhar era afiado como uma lâmina e parecia cortar Beatriz ao meio.
— Você passou duas semanas no exterior e conseguiu se encontrar com cinco homens diferentes. É tão desesperada assim por um homem?
O coração de Beatriz quase parou. Como Virgínia sabia disso? Será que ela havia colocado alguém para segui-la?
— Responda! — Virgínia elevou a voz, o tom frio agora cheio de autoridade.
Beatriz mordeu os lábios, tentando ganhar tempo para pensar em algo.
— Eu... Só queria engravidar.
Ela planejava ter um filho e, depois, alegar que era de Sterling, na esperança de prendê-lo de vez.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um Vício Irresistível
Por favor, cadê o restante do livro???...