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Um Casamento Sem Toque, Uma Despedida Sem Lágrimas romance Capítulo 5

Naquela noite, uma forte nevasca começou a cair, e tudo ficou mortalmente silencioso.

Tanto Amelia quanto Hannah não tiveram escolha senão ficar na mansão dos Rowe.

Com Fiona observando, ela teve que dividir o quarto com Ethan.

Amelia se sentia estranhamente desconfortável.

Não pôde deixar de zombar de si mesma.

No passado, ela o amava com tanto cuidado. Mesmo quando Ethan usava a desculpa de um casamento platônico para recusar qualquer intimidade, ainda assim se sentia feliz com a proximidade dele.

Mas agora, aquela alegria do passado já tinha desaparecido há muito tempo.

Ethan não percebeu. Apenas acariciou a cabeça dela com carinho. “Quer tomar banho primeiro?”

Amelia evitou o toque dele. Ela estava prestes a falar quando a batida de Hannah soou de repente na porta.

Ethan abriu.

Os olhos de Hannah estavam vermelhos, parecendo extremamente ansiosa. “A Isla teve um pesadelo. Está confusa e não está se sentindo bem. Pode ir vê-la?”

Ethan olhou para Amelia.

Ela se sentiu aliviada por dentro e disse, de forma indiferente: “A criança vem primeiro. Eu explico para a Fiona.”

Era perfeito. Amelia não queria dividir o quarto com ele de qualquer forma.

Ethan hesitou, mas ainda assim saiu. “Volto logo.”

Observando a figura dele se afastando, Amelia sabia, no fundo, que ele não voltaria.

Quando ela se casou, teve dificuldade para dormir em um lugar novo e também tinha pesadelos com frequência.

Talvez por causa de Fiona, Ethan muitas vezes ficava ao lado dela.

Quando chorava muito, ele sempre dizia: “Seja boazinha. Estou aqui.”

Pensando nisso agora, eles tiveram momentos de doçura tão breves.

Infelizmente, agora aquilo só parecia um espinho preso na garganta.

....

Depois de uma noite de vento e frio, no dia seguinte, a neve pesava sobre os galhos.

Lá fora, Amelia conseguia ouvir Ethan brincando com Isla.

Não demorou muito para que ele saísse para trabalhar.

Hoje era a comemoração de aniversário de David, e Amelia combinou com Lily de escolher um presente.

Antes de sair, Isla segurava a mão de Hannah, olhando para ela de forma provocativa.

“O Ethan disse que vai me colocar para dormir todas as noites e ficar comigo e com a mamãe. Você vai ser expulsa em breve, e então ele vai ser meu papai.”

“Uma mulher como você, que só se aproveita dos homens, feia e malvada, com certeza vai acabar miserável!”

A menina de poucos anos parecia triunfante.

Hannah apenas curvou os lábios. “Sra. Harlow, não leve as palavras de uma criança a sério.”

Amelia disse, friamente: “Terminou de fingir?”

Hannah parou com a atuação. “Já que o Ethan não está aqui, vamos falar abertamente. Sabe muito bem como ele te trata. Tenho uma filha. Preciso de alguém em quem me apoiar.”

A família Boyd já estava em ruínas. Sem a proteção de Ethan, como ela poderia ter voltado tão tranquilamente?

Uma mulher com um filho sempre tinha dificuldades.

O que havia de errado em ela e Ethan reacenderem o romance?

“Jack mal morreu há uma semana, mas já encontrou o próximo sustento?”, Amelia disse, com sarcasmo.

A expressão de Hannah mudou.

“Ele morreu. Devo ficar viúva para sempre?”, Hannah disse, friamente.

“Nesses últimos dias, Ethan tem estado comigo e com a Isla o tempo todo. Sabe o que ele sente por mim. Espero que tenha um pouco de noção.”

“Quanto a estar o tempo todo, não faço ideia, mas hoje à noite, não vai estar.”

Amelia conhecia bem Ethan.

Ele sempre mantinha as aparências, especialmente diante dos mais velhos.

Não importa o quê, não perderia a comemoração de aniversário de David.

Depois de dizer isso, ela saiu da mansão para encontrar Lily.

Hannah observou sua figura se afastando, pressionando os lábios, com um lampejo de relutância nos olhos.

Amelia não deu muita atenção às intrigas dela.

A essência do problema era que algo tinha dado errado entre ela e Ethan.

Ele sabia muito bem que ela enfrentaria dificuldades indo sozinha para a comemoração, mas ainda assim a deixou ali.

A neve fria caía sobre ela.

Amelia não sabia há quanto tempo estava andando. Suas mãos e pés estavam tão frios que já quase não sentia nada.

Atrás dela, faróis surgiram.

No Maybach de edição limitada, o homem no banco traseiro estava oculto entre luz e sombra. Ele baixou os olhos, com uma expressão indiferente enquanto brincava com um chaveiro rosa de aparência infantil em sua mão.

As letras A.H. no chaveiro já estavam desgastadas, como se alguém as tivesse tocado inúmeras vezes.

O assistente olhou, surpreso, e falou de repente. “Sr. Everett, é a Sra. Harlow.”

Depois de dizer isso, sentiu-se inquieto.

Todos próximos de Mason sabiam que Amelia era um território proibido para ele.

Ele já a tratou como um tesouro precioso, mas no fim a abandonou completamente.

Mason lançou um olhar pela janela.

A neve caía intensamente. Ela estava vestida de forma leve, mas parecia entorpecida, caminhando sem expressão pela neve.

Ela parecia magra e digna de pena.

Assim como anos atrás, quando ele a encontrou.

“Dirija.”

Mason desviou o olhar e deu a ordem de forma indiferente.

O assistente hesitou. “Sr. Everett, a neve está muito forte. Se a Sra. Harlow continuar assim...”

“Está com pena dela?”, Mason disse, friamente. “Pode ir caminhar com ela.”

Depois disso, o assistente imediatamente ficou em silêncio.

No momento em que a janela estava sendo fechada, de repente, o som de algo pesado caindo no chão veio de fora do carro.

O frio cortava até os ossos.

Amelia já estava tão congelada que tinha perdido a sensibilidade.

Quando sua consciência começou a ficar cada vez mais turva, um cheiro familiar invadiu seu nariz.

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