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Traída no Altar: O Magnata Está ao Meu Lado romance Capítulo 71

Embora isso estivesse dentro das minhas expectativas e fosse exatamente o resultado que eu queria, ainda assim meu coração apertava. A imagem de Jean flutuava na minha mente. Apesar de termos nos conhecido há pouco tempo, cada expressão, cada sorriso e cada movimento elegante dele permaneciam claros como o dia na minha memória.

Passei um bom tempo imersa nessa melancolia, mas, ao perceber que já era tarde, sacudi a tristeza e comecei a me preparar. Era hora de ir ao hospital. O confronto com a família Mendes prometia ser mais uma batalha dura, e eu não tinha nem forças nem tempo para me perder em devaneios românticos. Restava deixar que o tempo apagasse essas lembranças aos poucos.

Quando cheguei ao hospital, vi que Carlos e Isabela já tinham sido liberados. Não era difícil imaginar que isso era obra de Davi.

A situação de Clara, como haviam dito, era realmente crítica. Ela estava na UTI, cercada por uma infinidade de aparelhos. Tubos a envolviam por todos os lados, e ela usava uma máscara de oxigênio. Seu rosto estava pálido como cera, e os olhos, opacos, pareciam sem vida.

Assim que entrei, ela virou lentamente a cabeça para me olhar. Seus olhos estavam cheios de ressentimento e frustração.

Davi, por outro lado, parecia esgotado. As olheiras profundas denunciavam noites mal dormidas. Era evidente que Clara vinha tornando os dias dele um inferno.

— Trouxe o bracelete? — Ele foi direto ao ponto assim que me viu.

Lancei-lhe um olhar indiferente antes de me virar para Carlos e Isabela. Levantei o braço, exibindo o bracelete em meu pulso.

— Está comigo. E os documentos de transferência das ações?

Carlos bufou com irritação e, com passos pesados, pegou uma pasta de cima da mesa.

— Aqui estão! — Disse ele secamente.

Dei de ombros e, sem pressa, peguei meu celular para fotografar todos os papéis. Enviei as imagens ao meu advogado para revisão.

— O que significa isso? Está com medo de sermos desonestos com você? — Explodiu Isabela, visivelmente irritada.

Depois de passar alguns dias na delegacia por minha causa, era óbvio que ela me odiava o suficiente para querer me atacar com uma faca. Sua voz transbordava hostilidade.

— Não seria a primeira vez que vocês tentam me enganar. — Respondi calmamente, sem dar importância ao tom dela.

Esperei por alguns minutos até que meu advogado confirmasse que os documentos estavam em ordem. Peguei uma caneta, assinei e carimbei com minha digital. Em seguida, guardei os papéis em minha bolsa.

— Quando pretendem publicar o comunicado e convocar a reunião do conselho? — Perguntei a Carlos.

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