Embora isso estivesse dentro das minhas expectativas e fosse exatamente o resultado que eu queria, ainda assim meu coração apertava. A imagem de Jean flutuava na minha mente. Apesar de termos nos conhecido há pouco tempo, cada expressão, cada sorriso e cada movimento elegante dele permaneciam claros como o dia na minha memória.
Passei um bom tempo imersa nessa melancolia, mas, ao perceber que já era tarde, sacudi a tristeza e comecei a me preparar. Era hora de ir ao hospital. O confronto com a família Mendes prometia ser mais uma batalha dura, e eu não tinha nem forças nem tempo para me perder em devaneios românticos. Restava deixar que o tempo apagasse essas lembranças aos poucos.
Quando cheguei ao hospital, vi que Carlos e Isabela já tinham sido liberados. Não era difícil imaginar que isso era obra de Davi.
A situação de Clara, como haviam dito, era realmente crítica. Ela estava na UTI, cercada por uma infinidade de aparelhos. Tubos a envolviam por todos os lados, e ela usava uma máscara de oxigênio. Seu rosto estava pálido como cera, e os olhos, opacos, pareciam sem vida.
Assim que entrei, ela virou lentamente a cabeça para me olhar. Seus olhos estavam cheios de ressentimento e frustração.
Davi, por outro lado, parecia esgotado. As olheiras profundas denunciavam noites mal dormidas. Era evidente que Clara vinha tornando os dias dele um inferno.
— Trouxe o bracelete? — Ele foi direto ao ponto assim que me viu.
Lancei-lhe um olhar indiferente antes de me virar para Carlos e Isabela. Levantei o braço, exibindo o bracelete em meu pulso.
— Está comigo. E os documentos de transferência das ações?
Carlos bufou com irritação e, com passos pesados, pegou uma pasta de cima da mesa.
— Aqui estão! — Disse ele secamente.
Dei de ombros e, sem pressa, peguei meu celular para fotografar todos os papéis. Enviei as imagens ao meu advogado para revisão.
— O que significa isso? Está com medo de sermos desonestos com você? — Explodiu Isabela, visivelmente irritada.
Depois de passar alguns dias na delegacia por minha causa, era óbvio que ela me odiava o suficiente para querer me atacar com uma faca. Sua voz transbordava hostilidade.
— Não seria a primeira vez que vocês tentam me enganar. — Respondi calmamente, sem dar importância ao tom dela.
Esperei por alguns minutos até que meu advogado confirmasse que os documentos estavam em ordem. Peguei uma caneta, assinei e carimbei com minha digital. Em seguida, guardei os papéis em minha bolsa.
— Quando pretendem publicar o comunicado e convocar a reunião do conselho? — Perguntei a Carlos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Traída no Altar: O Magnata Está ao Meu Lado
Poxa... Queria ler a história, já tá concluída no buenovela, porque não atualizam aqui?...