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Todos Esperavam Ela Cair... Até Que— romance Capítulo 7

"Tá bom." Ana respondeu com um sorriso divertido.

...

Ao se desfazer das coisas de Sofia Silva, o coração de Lucas parecia ser perfurado por mil facas, dilacerado e sangrando intensamente.

Hoje ele recebeu uma ligação do pai, dizendo que Sofia era filha da Família Silva e que já haviam mandado alguém buscá-la. Ele ainda fantasiava que, quem sabe, Sofia voltaria. Afinal, foram dezessete anos de convivência, ela certamente tinha algum sentimento por eles.

Se Sofia Silva não quisesse ficar com a Família Silva, eles não deixariam a Ana, em quem investiram tanto, ir embora. Entre a filha biológica e a adotiva, uma teria que ficar.

Assim que voltou para casa e viu Ana, ele soube que Sofia não voltaria.

Até agora ele não conseguia acreditar que a irmã, que ele mimou por dezessete anos, abandonou a família sem hesitar.

Olhando para o ursinho de pelúcia no caixa de papelão ao lado da lixeira, Lucas apertou os dentes, com o coração apertado.

Ele foi presenteado a Sofia Silva por ele. Quando criança, Sofia adorava dormir abraçada com aquele ursinho, e sem ele, ela não conseguia pegar no sono.

Ela amava muito aquele ursinho, assim como amava muito essa casa.

Mas desde que a Família Mendes faliu, tudo mudou.

Ana voltou para o condomínio com o irmão, e de longe viu Lucas pegando o ursinho de pelúcia de uma caixa que deveria ser descartada.

Ele limpou suavemente a poeira do ursinho, como se recolhesse pedaços de felicidade em meio ao caos, com seus olhos expressando uma tristeza e saudade indescritíveis.

Depois de um tempo, ele jogou o ursinho de volta na caixa de papelão e sorriu para Ana, dizendo: "Não, não vale nada."

Henrique ficou olhando para o ursinho descartado por um bom tempo. Ele adorava aquele ursinho, mas como era o tesouro da irmã Ana, ele nunca tentou pegá-lo.

Agora, esse tesouro de outrora se tornou lixo abandonado. O irmão deve estar muito triste, não?

"Olha, mano! A irmã Ana comprou pirulito de frutas para mim! Vou te dar um!" Henrique sorriu radiante, oferecendo o doce ao irmão, pois um pouco de doçura ajuda a espantar a tristeza.

Olhando para o irmãozinho tão carinhoso, o nó no coração de Lucas quase se desfez. Ele sorriu gentilmente, abaixou-se e deu uma mordida no primeiro morango coberto de caramelo na mão do irmão.

"Muito doce, muito bom."

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